Albuquerque irá apresentar moção pela autonomia política no congresso nacional do PSD

08 Fev 2018 / 12:35 H.

O Congresso Nacional do PSD realiza-se entre 16, 17 e 18 de Fevereiro, em Lisboa, e Miguel Albuquerque é o principal subscritor de uma moção que será apresentada aos militantes e dirigentes social-democratas.

“As linhas gerais são no fundo a matriz da autonomia política. É fundamental que a autonomia seja valorizada e discutida a nível nacional e há um conjunto de questões que em sede constitucional não estão a ser cumpridas no âmbito daquilo que deve ser a solidariedade interterritorial”, afirmou o presidente do Governo Regional, reforçando a ideia de que é “fundamental que o PSD nacional e os seus militantes e dirigentes assumam a questão autonómica como uma questão matriz do partido”, sendo que o PSD deve definir a estratégia contra “uma esquerda cada vez mais centralista, que tem apenas na autonomia uma noção e uma prática retórica, não efectiva”.

As linhas abordadas na moção apresentada por Miguel Albuquerque passam pela coesão económico-social e de mobilidade, transportes, assunção de custos “relativamente a matérias que devem ser assumidas pelo estado”, a mobilidade aérea, a questão do desenvolvimento e alteração das finanças regionais, “qual a base e o alicerce da reforma fiscal que deve ser efectuada no âmbito das autonomias e das Regiões Autónoma, com vista à sustentabilidade do seu estado social”, no fundo, segundo o líder do executivo, “questões que não são resolvidas”, como é o caso da mobilidade marítima, que na sua óptica o Governo Central é “quem deve de assumir os custos do transporte marítimo para as ilhas, uma vez que nas Canárias”, a título de exemplo, “o Governo Espanhol assume 50% ou mais” desse encargo.

“O estado português pura e simplesmente não se interessa pelo assunto e acha que os madeirenses não têm direito a essa benesse que está consagrada na constituição. Não basta anunciar, é preciso praticar. O único partido que contribuiu para o desenvolvimento da autonomia política foi o PSD”, assegurou Miguel Albuquerque, que espera ver Rui Rio a apresentar neste congresso “uma alternativa a esta maioria inorgânica de esquerda, que neste momento tomou o poder do país”.

460 mil euros nas obras do pavilhão

A recuperação do Pavilhão Gimnodesportivo dos Trabalhadores, no Pico dos Barcelos, representa um investimento do Governo Regional na ordem dos 460 mil euros, tendo perdurado cinco meses até estar concluído todo o processo.

O pavilhão, inaugurado em 1982, “teve durante anos muito uso, sobretudo por parte das empresas e dos seus trabalhadores”, facto que o executivo entendeu ser “fundamental fazer aqui um grande investimento”.

A requalificação passou pelas coberturas, “quer do pavilhão, quer das zonas anexas onde estão os campos de squash, pavimento, pinturas e a introdução de melhorias em termos funcionais e de conforto, quer para os funcionários, quer para os utentes”, que poderão agora usufruir de água quente.

“Agora o nosso objectivo é que este pavilhão volte a ter a alegria e a dinâmica que teve no passado. É um espaço dedicado aos trabalhadores das empresas e para quem quer praticar desporto nas suas horas livres. Retiramos totalmente o amianto, melhoramos a iluminação e houve uma inovação que é ter água quente, com painéis solares”, afirmou Miguel Albuquerque.