Albuquerque com queixas de Portugal centralista

Presidentes do Governo Regional e da Câmara do Porto abordam desconsiderações do Estado à “província”

Porto /
17 Abr 2018 / 23:24 H.

As contas estão feitas e mostram bem que Portugal é o “País mais centralista da OCDE” pois é o que menos investe na administração regional e local.

Uns míseros 12% da despesa pública são aplicados nesta repartição inconsequente, que contrastam com os 40% de média da OCDE ou com os 33% da União Europeia.

Com base neste dado, o presidente do Governo madeirense está neste momento no Porto a garantir que Portugal é excessivamente centralista, posição já expressa em 1998, com António Guterres como primeiro-ministro, quando foi referendada negativamente a regionalização do País. Um referendo que Rui Moreira adjectiva de “fraudulento”.

Uma tendência com efeitos nefastos na economia pois gera assimetrias. “É uma equação de fórmula nula”, refere Albuquerque, de nada valendo aquilo que pode ser um ganho para a região mais centralista, como Lisboa. “Todos perdem”, salienta, ora por falta de visão, ora por falta de proximidade, também em matérias como o ordenamento do território ou da gestāo das florestas.

Miguel Albuquerque e Rui Moreira vão ainda cruzar mais ideias esta noite sobre a descentralização e regionalização no ciclo ‘Conversas à Porto’, iniciativa da associação cívica ‘Porto, Nosso Movimento’, que pensa o futuro da cidade e que serviu de plataforma de apoio à recandidatura do autarca nas eleições do ano passado.

Conversa em que o autarca nortenho lamenta que as regiões sejam tratadas como “província”, e que daremos conta na jornada informativa desta quarta-feira.

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