“A TAP não tem obrigações com a Madeira porque o PSD a desobrigou” diz Paulino Ascenção

14 Set 2018 / 19:46 H.

“A TAP não tem obrigações de serviço público para com a Madeira, porque foi desobrigada pelo Governo Regional do PSD, em 2008, quando decidiu liberalizar as ligações aéreas entre a Madeira e o Continente”, diz o coordenador regional do Bloco de Esquerda, considerando que, se a TAP está a “extorquir dinheiro os madeirenses”, a praticar “preços pornográficos” e a “prejudicar o nosso turismo” a culpa é do “PSD, da liberalização e da ausência de regras de serviço público”.

Diz ainda que “se o mercado deve ser livre, como defende o PSD, mas também o PS e o CDS, então o Estado não pode intervir no sentido de assegurar preços acessíveis” como demagogicamente sugere o Presidente do Governo. “Ou bom que quer a liberalização ou quer regras de serviço público, as duas coisas são incompatíveis”, frisa o bloquista.

Paulino Ascenção é da opinião de que a demagogia e hipocrisia de Albuquerque “é tão maiores quando foi ele quem desenhou as regras do subsídio de mobilidade em vigor que afastam a concorrência e fazem subir os preços” e diz que caso as regras propostas pela ALR não sejam enquadradas num regime de serviço público, como defende o BE, “vão ser o descalabro total, pois os passageiros pagam um preço máximo de 86€, mas as companhias decidem quanto querem receber e, por mais absurdo que seja o preço, o Estado será obrigado a pagar e os preços das viagens vão subir muito mais e afastar o turismo”.

A liberalização foi decidida há 10 anos com a promessa que iria trazer concorrência e fazer baixar os preços, verificando-se o oposto porque a concorrência nunca chegou. “Dez anos é tempo suficiente para perceber que a liberalização não serve a Madeira”, sendo necessário “voltar ao regime de serviço público e impor regras às companhias aéreas”.

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