“A República está a ganhar dinheiro à custa da Madeira” diz Miguel Albuquerque

08 Nov 2017 / 19:31 H.

O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, apresentou-se esta tarde no encerramento das IV Jornadas Parlamentares do PSD, em São Roque, para criticar aquilo que considera ser a utilização de um Estado “ao serviço dos interesses dos partidos”.

“Estamos a falar de discriminações inaceitáveis, como por exemplo, estarmos a pagar uma taxa de juro pelo nosso empréstimo claramente superior àquilo que o Governo da República paga ao exterior. A República está a ganhar dinheiro à custa da Madeira e isso contraria aquilo que foi dito pelo primeiro-ministro”, criticou o social-democrata.

Miguel Albuquerque não se esqueceu que é também “importante que sejam cumpridos outros compromissos públicos”, como é o caso do “pagamento de 50% do novo hospital da Madeira”, manifestando-se ainda descontente com o sistema de subsídio de mobilidade, questões que têm de ter o aval do Governo central.

De acordo com o presidente do Executivo madeirense, “é escandaloso que uma companhia como a TAP continue a praticar os preços mais caros por milha na Europa e em território nacional”, questionando se esta não será “uma forma encapotada de financiamento da companhia”.

Novo ciclo de investimentos na Madeira depois de dois anos conturbados

“Fizemos um percurso que foi de grandes dificuldades”, prosseguiu Miguel Albuquerque, relembrando que “é bom que as pessoas exerçam a memória e ver aquilo que aconteceu”, isto porque quando assumiu o Governo da Região, esta “estava sujeita a um duro plano de ajustamento e foi necessário um grande esforço e grande trabalho de consolidação das finanças públicas e da confiança” junto dos credores.

Ao fim destes dois anos de mandato, deu-se então “um processo de recuperação económica e social que foi corado com êxito”, cumprindo “de imediato” a recuperação económica e a redução da carga fiscal, sem esquecer o subsídio de insularidade, com “4,8 milhões de euros devolvidos às famílias”.

“É importante dizer que todos os indicadores económicos na Região são positivos. O crescimento económico em todas as variantes da economia. Há um clima de confiança e crescimento com 50 meses seguidos”, disse Miguel Albuquerque, relembrando a mais baixa taxa de desemprego “desde há sete anos”. Quando chegou à presidência, o presidente do Governo Regional deparou-se com 15,8% de taxa de desemprego, sendo que agora os números fixam-se nos 9,3%, segundo os dados do último trimestre de 2017.

Jaime Filipe Ramos pediu para que não se criem obstáculos

Foram três dias de jornadas com a oportunidade de viver junto de três freguesias, naquele que “foi um trabalho conjunto”, disse Jaime Filipe Ramos, líder do Grupo Parlamentar do PSD, na Assembleia Legislativa da Madeira.

“É necessário reforçar que temos uma análise em breve, ao Orçamento Regional de 2018, que será o ponto de partida para esta segunda metade do mandato, em que se por um lado foi possível recuperar a Região depois de um programa de reajustamento duro para a população, esta segunda metade será possível relançar a economia, mas também nas políticas sociais com o que o Governo se comprometeu”, explicou o social-democrata à margem das jornadas.

De acordo com Jaime Filipe Ramos “este Governo fez o maior alívio fiscal nos últimos dois anos” em Portugal, com cerca de “12 mil milhões e meio no IRS e que antecedeu as políticas nacionais”, recordando que fomos “a Região que teve a maior redução de carga fiscal em virtude de uma opção política”.

O líder parlamentar pediu para que o Governo central não crie obstáculos ao Orçamento Regional de 2018. “Temos um Orçamento de Estado que tem a intenção de prejudicar o programa de governo do PSD e aquele que foi o compromisso com a população”, explicou, mantendo uma promessa: “Vamos cumprir as nossas obrigações”.

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