500 professores ainda não sabem onde vão dar aulas na Madeira

03 Set 2018 / 11:12 H.

São cerca de 500 docentes, na Região, que aguardam por colocação a poucos dias do início do ano lectivo. O anúncio foi feito há instantes, em frente ao Instituto de Emprego da Madeira (IEM), pelo coordenador do Sindicato dos Professores da Madeira (SPM), Francisco Oliveira, numa acção de protesto que moveu pouco mais de 12 pessoas.

“Muitas vezes pensamos que estes são professores que saíram agora da universidade, que começaram a trabalhar há muito pouco tempo, o que não é verdade. A maioria dos professores que aguardam por colocação já estão a trabalhar nas escolas há mais de 10 anos e isto seria uma ilegalidade para as empresas privadas, porque ao fim de três contratos consecutivos os estabelecimentos de ensino são obrigados a vincular os seus trabalhadores. Infelizmente com os professores não se passa assim”, acusou Francisco Oliveira, frisando que a tutela “não respeita a legislação nacional e europeia”.

“A tutela diz que é ao fim de cinco contratos consecutivos, mas não é isso que acontece. Ao fim de três ou quatro anos o que faz é quebrar o vínculo a estes” docentes, afirmou.

Ainda assim, o sindicalista aproveitou a oportunidade para constatar que este ano o IEM “teve um procedimento que nunca tinha acontecido”, pois “sabendo que os professores vinham hoje aqui em massa” acabou por dispersar “ao longo da semana, por ordem alfabética, o atendimento”, fazendo com que os professores sejam ouvidos ao fim de 70 ou 80 pessoas.

“É uma forma útil para os serviços, mas para os colegas não está correcta, porque eles devem resolver esta situação o mais rapidamente possível, portanto, segunda-feira, dia 1 de Setembro e primeiro dia útil do mês”, alertou o coordenador do SPM, explicando que “não faz sentido colocar professores nos quadros em final de Agosto, quando deveriam ser colocados no final de Julho, para depois colocar os contratados só em Setembro”.

“É um procedimento de todo incorrecto e exigimos que isto nos próximos anos seja resolvido, para que os professores saibam atempadamente qual a sua situação. O ano passado foram cerca de 500, este ano serão também cerca de 500 e sendo assim não faz sentido nenhum que sejam considerados descartáveis e que chegue ao dia 1 de Setembro e estejam no desemprego. É um tratamento indigno e injusto”, rematou Francisco Oliveira.

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