Turismo e segurança

16 Abr 2018 / 02:00 H.

    Conheci as principais levadas da Madeira nos primeiros jogos de aventura que se realizaram na Madeira. Na época considerei que alguns percursos necessitavam de um cuidado especial dos caminhantes . Passados 25 anos com familiares percorri em pleno Verão ,duas das levadas mais emblemáticas da Madeira as 25 Fontes e o Caldeirão Verde , tendo ficado preocupado com o estado que apresentam algumas secções. Não sou um conhecedor profundo do acesso aos fundos comunitários , mas questiono-me ,se existe dinheiro e bem para os caminhos agrícolas , para os caminhos Reais , para o saneamento básico ,para a recuperação das casas de apoio Florestal, porque quem decide não olha para as levadas, que são frequentadas por dezenas milhares de Turistas e não apresenta um plano de recuperação reabilitação das mesmas . Paralelemente todos os agentes turísticos têm de concordar que a manutenção deste percursos e respetiva segurança , exige um esforço financeiro que não pode ser pago apenas pelo orçamento da Região que muitas vezes não é suficiente para fazer face às necessidades básicas da população . À semelhança ao que existe pelo Mundo fora onde são aplicadas taxas na utilização de infraestruturas , incluindo casas de banho , quem Pode , deve retomar a proposta de aplicação de taxas nestes percursos , que permitam instalar pequenos apoios nos percursos e pagar vigilantes da natureza , que minimizem , todas as hipóteses de sinistro ,tanto por descuido , por desleixo ou por crime . O excelente trabalho que tem sido feito pela Associação Promoção da Madeira e o dinheiro que tem sido gasto podem ser postos em causa por acontecimentos que ponham em causa um dos pontos fortes do nosso Turismo que é a segurança . Se não fizermos nada estamos a dar argumentos aos nossos vizinhos e concorrentes para denegrir o nosso destino e comprometer o nossos futuro colectivo.

    Emanuel Brás

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