Resposta à carta Reflexão vs educação

13 Jul 2018 / 21:45 H.

    Antes de tudo quero deixar claro que não sou professor nem educador de infância e não tenho qualquer ligação com a área da Educação.

    Identifico-me com a realidade de onde deixar os meus filhos durante as interrupções letivas, mas a leitura da carta acima referida causou-me uma certa repulsa pois, certas pessoas falam sem conhecimento de causa.

    Li com espanto a carta da leitora do DN do dia 13 de julho de 2018 e fiquei sem perceber se é uma ajudante operacional, encarregada de educação ou ambas.

    Não percebo a raiva da leitora para com as educadoras de infância, pois caso não saiba, existe uma coisa chamada de Estatuto de Carreira Docente que define quais as atividades que os professores/educadores devem exercer durante os períodos de interrupção letiva, estatuto este que até à um ano atrás só não era cumprido na Madeira, diferenciando os Educadores do restante pessoal docente no tocante às atividades durante as referidas interrupções letivas, fazendo com que estes trabalhassem mais dias em relação aos colegas abrangidos pelo mesmo estatuto.

    Agora que a legalidade foi reposta, uma certa área profissional ficou muito ofendida e em vez de revindicar os seus direitos, tenta de todas as formas e à boa maneira Portuguesa “nivelar por baixo”, isto é, se eu estou mal os outros também têm de estar, quando efetivamente devia ser o oposto.

    Já agora pergunto, muito alarido por causa de não ter onde deixar ficar as crianças com 3, 4 e 5 anos durante as interrupções letivas, mas quando fazem 6 anos esse problema desaparece como magia, quando chegam ao 1º ciclo já não existe o problema de onde deixar as crianças...haja paciência.

    Muito mais me poderia alongar nesta carta em relação aos Educadores/Professores (não contagem de tempo de serviço, baixos salários, trabalho precário, local de trabalho diferente todos os anos, etc) mas seria dar à referida leitora uma importância que esta não merece, nomeadamente pelo uso de expressões como “vadios” em alusão aos Educadores, classe que merece respeito mais que não seja porque são os primeiros EDUCADORES dos nossos filhos durante uma fase da vida onde se definem muitos dos traços da educação e caráter do futuro dos mesmos.

    Leitor identificado