Respeito

21 Mar 2017 / 02:00 H.

    É de lamentar, e condenar publicamente, o que aconteceu no final do jogo referente à 30º. jornada da Segunda Liga (Ledman Liga Pro), da presente época de 2016/17, onde se defrontaram Famalicão e Sp. Covilhã. Frente a frente estiveram presentes o 10.º e o 13.º e, na conferência de imprensa, para o respectivo rescaldo ao jogo, entre o treinador do Sporting da Covilhã, Filipe Gouveia, e os jornalistas presentes para a conferência de imprensa.Filipe Gouveia, ex-futebolista português, que jogou a médio, e que passou por várias equipas portuguesas, desde da época de 1991/92, Varzim; 1992/94, Guarda; 1994/95, Amarante; 1995/96, União da Madeira; 1997/98; Paços de Ferreira; 1998/99, Sporting Farense; 1999/00, CF “Os Belenenses; 2000, emprestado aos franceses do Montpellier; 2000/02, Boavista: 2001/02, emprestado ao Paços de Ferreira; 2002/05, Nacional da Madeira; 2005/06, Gil Vicente; 2007, Vizela; 2007/09, Desportivo das Aves e finalmente na época de 2009/10, representou o Vila Meã; sendo actualmente o treinador do Sporting da Covilhã. Lamento que este se tenha desentendido, de uma forma quiçá um pouco deselegante para com os profissionais da informação que estão naquele(s) espaço(s) para fazerem o seu trabalho e para informarem os seus leitores. Esses mesmos profissionais que dão nome e deram nome e espaço ao ex-jogador e agora treinador, como foi e é Filipe Gouveia. Num mundo actual, onde reina infelizmente a discórdia, a indiferença, o ódio (provavelmente até nem foi caso, penso eu de que, para tanto, foi somente e não passou de uma simples desavença, passageira e possível má disposição, devido ao resultado da sua equipa, por parte do treinador Filipe Gouveia), a falta de respeito entre seres humanos, e ainda possam acontecer casos semelhantes, após um jogo de futebol. Meus senhores é somente um jogo de futebol e nada mais do que isso. Há que haver respeito, tanto dos intervenientes directos num jogo de futebol, que são os jogadores e os treinadores, como há decerto por parte dos profissionais da comunicação, que muitas das vezes são sempre os primeiros a serem apontados como os principais culpados a seguir aos árbitros pelos principais intervenientes, pelas frustrações de maus resultados que obtêm. Os dirigentes para “governarem os clubes”, os jogadores são para jogar, os treinadores para darem a táctica, os árbitros para ajuizarem e os profissionais da imprensa escrita e falada a sua missão é informarem os leitores e o público. Cada um destes intervenientes tem os seus espaços bem definidos. Mas sem comunicação social, isto é, sem jornalistas e sem jornais e televisão, qual seria o protagonismo e a abordagem que jogadores e treinadores tinham? Provavelmente ninguém os conhecia. Não será, assim?

    Mário da Silva Jesus