O PM e a publicidade enganosa

17 Jul 2017 / 02:00 H.

    O retornado PM no último debate na AR resolveu sacudir a cinza do capote com o espanador da manipulação ardilosa das médias de áreas ardidas em Portugal, esperteza saloia que facilmente se comprova pela consulta dos relatórios oficiais publicados. Há contudo dois pequenos factos indesmentíveis que o PM se esqueceu de referir: a 2ª maior área ardida em Portugal desde sempre aconteceu em 2005 quando ele era MAI; no ano em curso mais de 50% da área ardida de floresta na UE foi em Portugal e infelizmente para as suas vítimas nessa estatística entra Pedrógão Grande! E já que o PM gosta tanto de médias aí vai mais uma: a média da área ardida nos 2 anos em que foi MAI é de 207,573 ha, o 3º pior valor se compararmos as áreas ardidas anualmente nos últimos 16 anos!. Portanto no que toca a médias estamos conversados, e como se vê tal como com a presunção e a água benta cada um toma a que quer. As declarações do PM na AR atribuindo as responsabilidades da tragédia de Pedrógão Grande à Altice, configuram já uma tentativa de condicionamento e de ingerência nas atribuições da comissão de peritos criada com o apoio dos partidos com assento parlamentar, e são um indício que esta comissão a exemplo de tantas outras criadas no âmbito da AR poderá servir apenas de arma de arremesso político, pelo que proponho que dada a despesa acrescida que mesma acarreta seja de imediato dissolvida, e assim o MF conseguirá mais uma cativação para o próximo défice. Durante o debate do estado da nação o PM resolveu também fazer propaganda a favor da concorrência da PT dando a entender que a cobertura da respetiva rede era má. A mim já me aconteceu, mais de uma vez, estar em diversos locais do país onde a única rede disponível era precisamente esta que o PM preteriu, por isso recomenda-se ao PM que tenha muito cuidado com a publicidade enganosa, esta e a das médias.

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