O défice é o centro de tudo...

15 Abr 2018 / 02:00 H.

    O PS comprometeu-se com o BE, o PEV e o PCP a contemplar no Orçamento do Estado um

    défice de 1,1%. Agora, reduz velozmente para 0,7%. O primeiro-ministro, em socorro daquela deriva do ministro das Finanças, diz que a qualidade dos serviços não se alterará(!). Lembra o ex-ministro contabilista da Saúde, do desgoverno anterior, que dizia fazer mais com menos dinheiro(!). Esta gente mente e fazem-nos de lorpas. A redução do défice é péssima para as pessoas e para a economia. O SNS é um miserável exemplo, com a oncologia pediátrica a ser

    destratada e as prestações sociais, que incluem pensões e subsídio de desemprego, a serem dotadas de menos 441 milhões de euros, do que foi estimado...

    As sondagens dão ao PS um resultado próximo da maioria absoluta(ista), pelo que considerará descartar-se do PCP, do BE e do PEV - que foram o sustentáculo do Governo. Descartem o que quiserem, mas concretizar políticas semelhantes às malfeitorias implementadas na legislatura anterior, através de cativações e austeridade encapotada - é fazer batota! Porquê? Porque «palavra dada é palavra honrada», disse o presidente do PS e chefe do executivo.

    A diferença entre o PSD e o PS é que este tem menos um D - de Dignidade!

    (A dignidade para o PSD é revelada pela competência a defender os interesses da finança, dos patrões e da iniciativa privada, insaciável pela ganância dos lucros!).

    Vítor Colaço Santos