O acontecimento que mudou a História

06 Dez 2017 / 02:00 H.

    No reinado do imperador Augusto, em que Roma reinada sobre a Galileia, vivia uma jovem donzela de nome Maria, toda formosa. As suas companheiras sentiam-se muito bem com ela, estava sempre pronta a escutá-las, parecia que nunca tinha problemas, aprendia tudo com muita facilidade., contudo, também sentiam alguma inveja porque parecia não haver nada a apontar-lhe. Algumas tentariam coloca-la em situações mais embaraçosas para ver se escorregava, mas nada! O seu sorriso, a sua tranquilidade, eram inexplicáveis. Seus pais, meditavam no seu coração o porquê de terem sido privilegiados com uma filha tão singular. Isto tudo se passava enquanto em Roma, capital do Império Romano, a luxuria, a ambição de poder ocupava o coração dos que aí reinavam.

    Até que um dia, Herodes rei Romano da Judeia, recebe uma visita insólita: três homens vindos do oriente a questionarem onde havia nascido o Rei da Judeia pois queriam adorá-lo. Herodes fica perturbado, por alguém poder tirar o seu lugar (um homem cheio de poder com medo de um recém-nascido!). Consulta os doutores da lei que afirmam ser em Belém, os doutores da lei sabiam, mas continuaram na sua vidinha sem sequer querer saber o que se passa, não lhes interessou se o tão prometido Messias havia finalmente nascido. Tanto estudo, tanto conhecimento, mas a falta de piedade, foram sufocados pela ambição às riquezas e perderam a única coisa importante da sua vida: O encontro pessoal com Cristo. Em contrapartida, os pagãos estavam prontos a prosseguir viagem, apesar de todos os incómodos. Chegam finalmente, e encontram um Menino com Maria, Sua mãe e agora, percebe-se que Aquela toda formosa não poderia deixar de o ser, tinha sido o “sacrário ambulante” durante nove meses. Mas, voltemos aos magos, estes não se espantam com a simplicidade daquilo que encontram, oferecem ouro, incenso e mirra. Ouro porque é Rei, não deste mundo como afirmará mais tarde, mas um rei de paz e misericórdia. Incenso porque será Ele o único e verdadeiro Sacerdote. Mais tarde oferecer-se-á ao Pai e em todas as Missas se renovam esse Santo e Único sacrifício. Será o Sacerdote e vitima ao mesmo tempo, ninguém O oferece é Ele que Se oferece ao Pai. Porquê? Por puro amor! Finalmente, a mirra representa todo o sofrimento que lhe Jesus vai padecer pelos nossos pecados. Depois destas ofertas os magos saem contentes e voltam por outro caminho pois avisados por um sonho não deveriam voltar a Herodes que despeitado, manda matar todas as crianças com menos de dois naos nascidas naquele lugar. É a loucura total. Quando não se vigia o coração realmente o ser humano é capaz de tudo! Mas os magos não foram os únicos a visitar Jesus houve uns pastores que avisados por anjos, souberam deste acontecimento único! Souberam e diligentemente colocaram-se em marcha para adorar o seu Senhor. Maria ponderava no seu coração: visitaram pagãos e gente pobre. Onde estavam os doutores da -Lei? Os saduceus? Já aí se ouvia silenciosamente “: “Graças te dou, ó Pai, Senhor dos céus e da terra, pois escondeste estas coisas dos sábios e cultos, e as revelaste aos pequeninos.“(Mt 11:25). Só poderemos abarcar este mistério de um Deus que passou frio, fome, caluniado, exilado, torturado, para nos salvar se fizermos silêncio exterior (não deixar que os bens deste mundo nos sufoquem) e interior, bem mais difícil (calar o nosso eu). Esta altura que se avizinha será única, não se repetirá e somos convidados a perguntar: que personagem encarno eu? Herodes, os Magos, os doutores da lei, os pastores?

    Maria Guimarães

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