Natalidade

13 Jul 2018 / 02:00 H.

    O que as estatísticas não dizem, sobre nascimentos de bebés e falecimentos da população, é que na região Porto se ganha menos salário do que na região Lisboa. Base do agravamento acentuado de outras variantes que têm a ver com a qualidade de vida a que se acede ou nos proporciona. O que os dados do Instituto Nacional de Saúde (INSA) parece querer denunciar é que a norte, se fura menos, que no sul, quando se pensava que em Lisboa eram todos uns pastéis de belém, e no Porto até das tripas se esticava para fazer meninos. Indica o estudo do INSA, que já os imigrantes estão a corresponder e a tomar conta do terreno, ajudados pelas benesses que lhes são favoráveis, o que aos nativos lusos lhes são dificultadas. Os óbitos, também crescem, porque os idosos com idade abaixo da “inventada” projecção da esperança de vida, sofrem mais do que rezam os demógrafos académicos, quando olham para o valor das suas reformas, sempre retardadas, e deambulam cabisbaixos por centros comerciais, praças e jardins, a varrer o chão com o olhar frágil, à procura de algum centimozinho que embarateça o pão. Isolam-se e apagam-se sem ai nem ui, e sem que se dê pela falta deles durante dias. Os estudos apresentados agora, destroem a ideia de que a virilidade e a testosterona procriadora estava ancorada no Porto, e que em Lisboa aquela malta apenas se entretinha pelo CCB, Parque das Nações, por Alvalade do Bruno, a ópera no S.Carlos, Teatro Nacional D. MariaII, o Zoológico, e pelo Infarmed, aproveitando ainda os últimos dias da Pastelaria Suíça. Como eu andava enganado. Bem. Vou ali ver se encontro uma “turista subsidiada” que esteja a fim de. Mas com cuidado, não me vá eu estampar e ir desta para melhor, aumentando o número de falecimentos, sem praticar nenhum esforço para deixar rebento, com umas orelhas que se pareçam com as minhas!

    Joaquim A. Moura

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