Na web pouco sumos...it

10 Nov 2017 / 02:00 H.

    Vendo bem as coisas que a têvê nos permite conhecer e avaliar, decorre em Lisboa, uma feira internacional, a que chamam, conferência de tecnologia sob o nome de, WebSummit. Evento maior, de que o país se deve orgulhar, e conta por isso com o apoio babado dos governantes, e presença ao mais alto nível. Futurismo e moda que produz grande alvoroço, e, dizem, momento de grandes lucros para os cofres internos. Pode ser que sim. Mas o que eu vejo, daqui de cima do monte da minha aldeia, e já sem eucaliptos a estorvar - que tudo são esqueletos negros, e secos na paisagem árida - é que ali chegam, oriundos de todo o mundo, uma malta jovem, com ar feliz, folgazona, e à procura de realização pessoal e empresarial, embora não saibam identificar e diferenciar uma folha de loureiro, da de limoeiro. Uma rapaziada cheia de ideias e projectos, para apresentar novidades, comprar e vender, ou aliar-se a parceiros com boas ofertas naquele teatro de ciência avançada, composta por plástico, lata, fibras, e placas impressas. Mas sobretudo inteligência humana. Acontecimento que arrasta até à capital do país, contentores de material sofisticado, e uma barrigada de jornalistas dos mais diversos órgãos de comunicação da especialidade. Mas a têvê, também nos mostra, e isso retenho, que os intervenientes falantes, e candidatos-génios a intervenientes, quando cai a noite, parece que apreciam mais as zonas dos copos e do divertimento, como Mouraria e Bairro Alto, do que propriamente a dita Feira das Tecnologias futuristas, aonde até marcou presença o cientista famoso, Stephen Hawking, que usa a sua inteligência e não a artificial. Também em mau estado, surgiu abonecado, o físico, Einstein, a falar com uma moça, que não é deste mundo. De tal maneira me impressionaram as imagens que vi, que me provocou umas quantas interrogações. Será que aquela maralha ganha o suficiente para se deslocar a Lisboa, alojar-se, pagar forte e feio o que paga para entrar no recinto aonde tem lugar a conferência, que se repete, e ainda tem carcanhol suficiente para a night copofónica e bem animada? Pelos vistos tem. Só que a impressão que me deixa, é que tal feira, devia chamar-se, Feira da TecnoEnologia 2017. E aí nós dávamos cartas e lições na matéria, e revolucionávamos os cérebros que nos visitam, e as exportações do néctar das nossas vinhas mais avançadas, que se transaccionam, e se consomem nos bares que eles frequentam durante a estadia, aumentavam exponencialmente, e até a “Sofia-robótica” saía de cá a cantar o fado, numa dança de fantasia. Seria isto mau negócio? Bem. Vou ali ordenhar a minha cabrinha, pelo método tradicional, e já

    volto. Méeeeh...!

    Joaquim A. Moura

    Outras Notícias