Fajã da Ovelha e Porto Santo 2040

08 Fev 2018 / 02:00 H.

    Fajã da Ovelha e PXO 2040 “Boa tarde, fala-vos o comandante do voo TP1745. Devido as condições climatéricas adversas, o nosso voo irá divergir para o aeródromo internacional Cristiano Ronaldo filho, na Calheta”. Este seria o cenário provável, caso fosse aceite a proposta do Sr. Presidente da junta de freguesia da Fajã da Ovelha, no concelho da Calheta, para construir um aeroporto alternativo ao atual. Já agora, lançava também para cima da mesa a hipótese do Porto Santo 2040 - Jogos Olímpicos de Verão. Podem dizer que sou ridículo, mas vamos lá analisar a diferença das duas propostas: que tem a Fajã da Ovelha para receber um aeroporto? Nada. O Porto Santo em contrapartida já tem um estádio de desportos de praia, um complexo de ténis, dois pavilhões, uma piscina bem estimada que está fechadinha para não se estragar. Só tínhamos de fazer um estádio olímpico, aproveitando o atual estádio comendador José Lino Pestana. Para “dar umas carreiras” temos a praia e com a maré vazia ia ser espetacular. A aldeia olímpica podia ser construída naquele aldeamento ali ao pé do campo de Golfe, o centro de imprensa podia ser no centro de artesanato e pasme-se, até existe uma solução para o financiamento, que passaria por criar a bitcoin – “O profeta”. Agora um bocadinho mais a sério! É óbvio e evidente, que a única alternativa plausível, economicamente viável para ser alternativa à Madeira é o aeroporto do Porto Santo, pois tem uma pista que garante a segurança de aterragem de qualquer avião. Este é um assunto que sendo do interesse de toda a ilha já deveria ter sido estudado por todas entidades públicas e privadas. A questão é, onde é que andou o Conselho Municipal de turismo do Porto Santo, para que ao fim de quatro anos não tenha tido um parecer sobre o assunto? A Câmara do Porto Santo, há muito tempo que já deveria ter feito lobby para que esta solução, fosse uma realidade, com ganhos para todas as partes. Aliás, seria voltar ao ponto de partida. Nos anos 60, quando os aviões aterravam no Porto Santo, os passageiros iam depois para o Funchal de barco. Não há dinheiro para um hospital novo, mas umas patacas para o aeroporto na Fajã... Quando é que mudam o mudam o paradigma? Desenvolvimento não tem de ser sempre cimento e alcatrão! Visto do ILHÉU de FORA é assim, agora na Calheta será diferente...apenas diferente.
    Nelson Caldeira

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