Embuste nos vouchers da CMF

14 Ago 2017 / 02:00 H.

    Por sentir que fui ludibriada relativamente aos vouchers que o Município publicitou com tanta relevância, venho aqui denunciar mais um embuste criado pelo Município do Funchal com o anúncio de que esta autarquia ia atribuir no ano letivo 2017/18, apoios através de vouchers a todos os alunos que frequentam o 1.º ciclo de escolaridade nas escolas públicas e privadas do Concelho. Por ter uma criança no 1.º Ciclo de escolaridade com escalão 1, recebi apenas 20€. Depois de trocar ideias com outras pessoas amigas, constatei que os alunos mais carenciados estão a ser fortemente penalizados no valor monetário a receber por terem escalão atribuído. Desta forma verifica-se efetivamente que as famílias com maior capacidade financeira e sem escalão beneficiam do valor mais alto da atribuição dos vouchers (60€), deixando assim as famílias mais fragilizadas socialmente, com os valores mais baixos (20€).

    Depois de ter percebido o funcionamento deste apoio e após falar com outras pessoas que estão a receber os vouchers, constatei que pessoas em iguais circunstâncias às minhas começam a manifestar a sua revolta por não perceberem o porquê de terem sido penalizadas. Comparando com aqueles que maior valor recebem, constatei que são famílias com boa capacidade financeira, às quais nem lhes é atribuído escalão. No entanto, o Município do Funchal atribui-lhes os valores mais altos.

    Sinto-me totalmente frustrada com este apoio que nada tem de social, é um enorme embuste. Também não consigo compreender estes critérios de atribuição, onde os mais carenciados são fortemente penalizados. Apenas posso fazer uma leitura simples e honesta sobre esta “trapalhada”, ou seja, o município na ânsia de enganar o eleitorado e em vésperas de eleições, promoveu este programa apenas para fins eleitoralistas, abandonando uma vez mais as pessoas com maior carência social. Um embuste desta natureza deve ser denunciado para que todos possam refletir sobre a forma em que se atribuem dividendos financeiros sem controlo e com critérios sociais muito duvidosos e inadequados à realidade atual. Os nossos impostos devem ter carácter de utilidade pública e carência social, pelo que posso concluir que estamos todos a ser enganados.

    S.C.R.

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