E se mais Mundo houvera lá chegara

10 Jan 2017 / 17:23 H.

    Hoje, ao assistir à gala da FIFA, lembrei-me dos Lusíadas quando Camões, referindo-se ao esforço português escreveu “e se mais Mundo houvera lá chegara”. É que o nosso CR7, com muito esforço e muito profissionalismo por todos elogiado, acabava de vencer o prémio do melhor jogador do mundo de 2016, ano em que com todo o mérito já tinha vencido mais de uma dezena de outros, incluindo do melhor desportista europeu de todas as modalidades, prémio ganho pela primeira vez por um futebolista. Penso não estar errado se afirmar que será um facto inédito e muito difícil de igualar.

    Porém, no outro lado do rectângulo, lamento a atitude de um jogador que dispensa elogios como Messi, ter faltado à cerimónia em que era um dos finalistas. Como homem e com a falta de fair play demonstrada, contrariou o provérbio português “os homens não se medem aos palmos” pois passou a imagem que para além de pequeno por fora, também o é por dentro.

    Apesar do momento triste e de luto que o país atravessa em virtude do desaparecimento de três figuras públicas, o Professor Daniel Serrão, o Doutor Guilherme Pinto e o Doutor Mário Soares, penso não ser mal interpretado se disser que neste momento, todos os portugueses que vibram com os êxitos dos nossos, vivos ou não, Cristiano Ronaldo ajudou-nos de certa forma a desanuviar um pouco este momento de pesar.

    Jorge Morais