Colónia penal do Atlântico

18 Mai 2018 / 02:00 H.

    COLÓNIA PENAL NO ATLÂNTICO! A RAM!!A RAM, ganhou a sua autonomia em 1974, ganhou por essa via, também um Estatuto Politico e Administrativo, o tal que, se tem de considerar, sempre que o estado central, queira pela via legislativa, beliscar a nossa autonomia, considerando o “Principio da Simetria”, o tal constantemente desprezado. Até a própria UE, tem de considerar o principio da simetria, quando intervém, nas Regiões Ultra-Periféricas. Ganhamos a autonomia, ganhamos o direito de eleger, órgãos de governo próprio, em 1974 a Madeira ganhava assim, o poder de gerir, os seus destinos, mas acabamos por constatar o “assalto ao poder” durante décadas, e o beneficiar de grupos organizados, que começaram a sugar o OR em seu beneficio, e o enriquecimento escandaloso e exponencial de gente que antes vendia sanitas, e logo se tornaram “donos de todas as retretes” da RAM, e outros quase falidos, pela mão magica de AJJ tornaram-se nos DDTs. Iniciou-se então uma governação ao estilo da obra o “Triunfo dos Porcos” de George Orwel publicado em 1945.Temos assistido, sem nada dizer, a um ataque surdo, e encapotado, da nossa autonomia; pior quando esse ataque é planeado, de dentro para fora, que configura “actos de traição e lesa a dignidade da RAM”, admissíveis, quando planeados pela Republica: a estes temos de estar apenas atentos, e reagir de forma adequada, pior ficamos, quando, constatamos que temos uns, pelintras de cá, a ajudar os pelintras de lá. Cá, a RAM, que alimenta, como no livro de George Orwel, os que da gamela da autonomia, a exploram até à exaustão o OR, abusam e mamam, inclusive, nada pagam, de impostos, e fogem aos milhões, deles como o diabo foge da cruz, com a diferença, que estes cá, são abençoados pela equipa que governa e impinge a sua religião governativa. O episódio rocambolesco, trágico e cómico da linha ferry, a RAM, tratada como se fosse uma “colónia penal”, governada ao estilo penitenciário, ganhou três “meses de precária”, com direito a viagem, dos “presidiários-ilhéus”, contribuintes e financiadores da linha, já que dentro do barco e durante 27 horas terão de consumir mais que o preço do bilhete, isento o empresário de taxas, taxinhas e IVAs. É ridículo quando se consulta o site da Naviera Armas e se constata que até Paris chegam os Canarianos de ferry.

    José Edgar Marques da Silva

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