Carta de um treinador

14 Mar 2018 / 02:00 H.

    Sou treinador de futebol de formação. Gosto muito do que faço e quero continuar a ensinar aquilo que é fruto da minha experiência, bem como, através das competências adquiridas (cursos) ações de formação obrigatórias e não obrigatórias. Sinto muita honra no que faço e por cada centelha do conteúdo adquirido no dia a dia dos jogadores é pura e simplesmente motivo de satisfação e realização.

    Por outro lado, temos competição aos fins de semana onde naturalmente convivemos com os agentes desportivos, público e adeptos em geral. Relativamente aos dirigentes afetos aos clubes na formação tenho-lhes o maior respeito e admiração por uma razão muito simples: são “bombeiros” voluntários que perdem ou ganham o seu tempo ( depende da perspetiva) numa atividade em prol dos outros. Correm atrás de patrocínios, esperam pacientemente pelos subsídios públicos para darem as respostas necessárias ao normal funcionamento da sua estrutura desportiva. Nós os treinadores somos constantemente avaliados, quer seja pela qualidade ou a falta dela, ou pelos resultados desportivos. Os atletas são escortinados através dos seus atributos técnico/tático, mental e disciplinar. O que gostaria que me explicassem é o seguinte: por quem são avaliados os árbitros da formação? Ser avaliado no desporto como na vida(para o bem e para o mal) é uma condição fundamental para o equilíbrio natural da competição, onde assegura maior verdade desportiva e mais profissionalismo. Os melhores serão naturalmente compensados pela qualidade demonstrada em detrimento dos menos bons. Estas qualidades estão presentes todos os dias na Natureza das coisas. Saudações desportivas.

    Lino Santos

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