Carta aberta aos sócios do Naval

14 Jun 2018 / 02:00 H.

    1. Findo o período eleitoral aos respectivos Orgãos Sociais do Clube Naval do Funchal, e pelo muito do que se falou e não se falou publicamente, eu, Marco António Figueira da Silva Noronha Jardim, sinto-me forçado por esta via a prestar os seguintes esclarecimentos:

    2. Sou Sócio Efectivo do Clube Naval do Funchal, com o Nº 4981, atribuído a 02 Janeiro de 1997. Á precisamente 21 anos e 5 meses. Clube que me viu crescer na Quinta Calaça, já lá vão 47 anos.

    3. O número de sócio é um número sequencial de antiguidade e um direito inalienável do sócio em vida.

    4. Se será verdade que em todo este tempo, terei estado um período curto como sócio familiar, também será verdade que no dia 09 de Fevereiro de 2017 terei solicitado a minha reintegração como sócio efectivo, com a manutenção do meu número de sócio antigo, ao abrigo do artigo 16º, nº 2 do Regulamento do Clube.

    5. Essa reintegração, nesses termos, foi autorizada pela Direção finda do Clube Naval do Funchal. A Direcção poderia não o ter feito, atribuindo, ao abrigo do número 3 do mesmo artigo, um novo número de sócio à data, perdendo a respectiva antiguidade.

    6. Mais esclareço que fiz pagar todas as joias devidas para a minha efectivação de sócio em 1997, bem como, fiz pagar todas as quotas e contribuições de sócio efectivo desde aquela data até à data de hoje, apesar de dispensadas pela Direcção finda e por sua decisão, ao abrigo do mesmo número 2 do artigo 16 do Regulamento, para o período tido como sócio familiar.

    7. No dia 15 de Janeiro de 2018, por minha iniciativa, reforço, por minha iniciativa tomei a liberdade de questionar por escrito a Direcção do Clube Naval do Funchal para a reconfirmação jurídica da minha antiguidade de sócio efectivo, pela intenção de candidatura aos Orgãos Sociais do nosso Clube, e por demais razões que por agora dispenso de comentar.

    8. Apenas lamento por agora, que não tenha sido possível esclarecer cabal e juridicamente esta questão em tempo oportuno, decorrido todo este tempo. Um direito que, em meu entender, assiste a qualquer sócio.

    9. Deste modo, e com o acordo da demais equipa que orgulhosamente integrei, foi tomada a decisão de não integrar a candidatura vencida que concorreu aos Órgãos Sociais do Clube nas presentes eleições.

    10. A impugnação das eleições, forçando uma decisão jurídica sobre o assunto poderia ter sido uma alternativa. Mas, julgo que todos devemos colocar o Clube Naval do Funchal sempre em 1º lugar. Nenhum sócio tem o direito de se sobrepor ao nosso Clube ou aos demais sócios. Quem assim não age está, antes de mais, a desrespeitar a instituição e a enfraquecê-la.

    11. A todo o demais ruído sobre este assunto e/ou sobre aquela minha qualidade, a partir de agora apenas a mim me diz respeito.

    12. Por fim, dar os parabéns a todos os que concorreram a este acto eleitoral, dando uma prova de coragem e sentido de renovação. Trinta e oito sócios que igualmente cresceram no Clube Naval do Funchal e nos merecem o devido respeito. Todos eles.

    13. À Equipa vencedora, faço votos para que promovam a participação activa dos sócios na vida do Clube, de forma permanente e consistente ao longo do mandato, sem nunca esquecer os seus sócios, as actividades e responsabilidades sociais e desportivas construídas ao longo de muitos anos, mantendo sempre vivo as origens e essência do Clube, e os seus sócios, uma vez mais.

    14. Assim, estaremos todos de parabéns e promoveremos também o regresso de muitos sócios e famílias à vivência quotidiana no nosso Clube, à sua sede Social e à prática desportiva dentro de portas.

    Marco António Figueira da Silva Noronha Jardim, Sócio Efectivo Nº 4981

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