Aceleras compulsivos na via rápida

21 Abr 2017 / 02:00 H.

    Portam-se como se a estrada, principalmente a faixa da esquerda, fosse exclusiva para eles, não respeitam o código da estrada, se vão a cento e tal à hora ficam aborrecidíssimos se por qualquer razão têm de abrandar, andam quase sempre sempre na faixa da esquerda (a da direita só lhes serve para efetuar algumas ultrapassagens), começam às buzinadelas e a vociferar impropérios se o condutor que vai à sua frente não se afasta de imediato para deixá-los passar, em suma não respeitam os outros utentes da estrada e talvez nem se respeitem a si próprios ao arriscarem-se sistematicamente a ter um acidente que dadas as elevadas velocidades a que circulam poderá colocar em risco a própria vida e a dos outros, esquecendo a grande máxima que deve nortear todos os condutores “mais vale perder um minuto na vida que vida num minuto”. Já me aconteceu por diversas vezes ser confrontado com este tipo de condutores e embora faça o sinal de pisca com a devida antecedência indicando que vou tomar a faixa da esquerda, sem sequer ser para ultrapassar, mas porque a saída da via rápida se encontra à esquerda o que me obriga a tomar a respetiva faixa com a devida antecedência, estes aceleras ficam completamente danados porque são obrigados a abrandar por uns instantes a velocidade excessiva a que circulam e daí as buzinadelas e os impropérios próprios de quem além de não respeitar as regras do código demonstra falta de educação cívica. E não se pense que estes “aceleras” compulsivos são somente condutores de automóveis de alta cilindrada, há-os para todas as categorias nomeadamente furgonetas e até veículos pesados. A exemplo do que se passou recentemente em Portugal Continental, onde as autoridades passaram a fiscalizar com rigor os condutores que nas autoestradas não respeitam a regra do código que obriga a circular pela faixa da direita utilizando a da esquerda apenas para ultrapassar, sugiro às autoridades na Madeira a quem compete esta fiscalização que o façam também. Não tenho dúvidas que a aplicação de algumas coimas e respetivas penalizações pontuais nas respetivas cartas de condução ajudarão se não a resolver totalmente pelo menos a minorar este problema.

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