Altas problemáticas (II)

09 Fev 2018 / 02:00 H.

    Nem toda a alta médica (do médico) é alta clínica (do enfermeiro e do médico). E, nem todas estas constituem abandonos (asilo) dos utentes no hospital!

    Mas porque permanecem utentes no hospital após a alta médica?

    Negócios à parte, os doentes são internados num hospital porque necessitam, sobretudo, de cuidados de enfermagem. E devem aí permanecer, sempre que não exista um local de maior proximidade, apetrechado com os meios humanos, materiais e tecnológicos adequados ao processo de recuperação do seu estado de saúde, a um nível esperado ou, pelo menos, possível.

    Mas para que isso aconteça, os serviços de saúde devem garantir “cuidados coordenados, integrados e centrados nas pessoas”, definidos pela OMS como sendo “serviços que são geridos e disponibilizados de modo a que as pessoas os recebam sob a forma de um contínuo de cuidados de promoção da saúde, prevenção de doenças, diagnóstico, tratamento, gestão de doenças, reabilitação e cuidados paliativos, coordenados através dos diferentes níveis e locais de atendimento, dentro e para além do sector da saúde, e de acordo com as suas necessidades, ao longo da vida”.

    Além da optimização da “co-produção de saúde”, designada pela OMS como sendo, “cuidados que são prestados numa relação de igualdade e reciprocidade entre profissionais, as pessoas que utilizam os serviços de cuidados, as suas famílias e as comunidades às quais pertencem”.

    Neste âmbito, um utente apenas deverá regressar a sua casa quando estiverem reunidas as condições para que tal se processe com a dignidade, a qualidade e a segurança de ambientes e cuidados a que, até para os próprios animais, a sociedade há muito reivindica!

    Sustentável? Parece-nos que sim, veremos como.

    EHJ

    Outras Notícias