Agosto!...

15 Mai 2018 / 02:00 H.

    No findar daquela tarde de calor.

    Nasceu a noite fresca e serena.

    No calhau, caminhei com ardor.

    O meu olhar acena...

    Naquela praia voltada para o mar.

    Espuma branca, na praia a passear.

    No céu aquela estrela polar.

    Tão perto me quer falar.

    A noite torna-se clara a exclamar.

    Olha para mim, a perguntar.

    Solitário da noite por onde andaste.

    A tua ausência!..., não voltaste.

    Aqui sobre esta pedra, estou sentado.

    Há muito, por alguém chegar.

    Olha!!!..,vem ao longe a caminhar.

    Há tanto, que passei a olhar.

    Que perfume, abafou-me de esperança.

    Como uma flecha que se lança.

    Que desejo por roer.

    Nesta dor, sem doer.

    Valeu aqui ficar.

    Na frieza e ao luar.

    Porque hei-de chegar.

    Aquela estrela polar.

    Neste presente que é meu.

    Que anseio ao anoitecer.

    Que me dói, sem sentir,

    Estrela, mandante..., não cesso em pedir.

    Que corre-me nas veias sem cessar.

    Aqui estou, que venha se sentar.

    como alimento para viver.

    Antes que acabe, de sobreviver.

    Aqui estou!

    Nesta hora que demorou.

    Estrela minha, do meu olhar.

    Esperei por ti, aqui vivi.

    Não imaginas, que sofri.

    Hoje, perto de ti.

    Meus sonhos são os teus.

    Minhas mãos se estendem por aqui.

    Junto dos teus olhos que são meus.

    Nunca direi, Adeus.

    Estela polar, minha esperança.

    Tanto andei, a DEUS!

    Exclamei, nesta hora como uma lança.

    Que jamais, terá um fim.

    Estás tão perto de mim.

    Juntos, para sempre ficaremos.

    até ao dia que morrermos!...

    Miguel Ângelo

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