Verão quente no MUDAS traz improviso e criação

mudas.Hotsummer dá a possibilidade de assistir a esta artista de forma gratuita

17 Jul 2017 / 02:00 H.

‘Talvez ela pudesse dançar primeiro e pensar depois’ estreou em 1991 e chega agora à Região, mais precisamente ao MUDAS, Museu de Arte Contemporânea da Madeira. A envolvência da dança criativa, conduzida por Vera Mantero, bailarina nascida em 1966, na cidade de Lisboa, enche este espaço cultural situado na Calheta com uma das suas peças mais emblemáticas, no próximo dia 22 de Julho.

Integrada na temática intitulada ‘MUDAS.HOTsummer’, a actuação da artista será rodeada pela colecção do museu, mas, antes de subir ao palco para as duas sessões agendadas para as 20 horas e 21h30, Vera Mantero irá providenciar uma conferência no auditório deste espaço cultural, pelas 17 horas, onde a artista irá abordar diversos aspectos do seu percurso.

Esta interacção é viabilizada pelo facto de este trabalho ter assumido desde a sua concepção um carácter de improviso expressivo, que tem possibilitado à artista explorar outras vertentes, como a velocidade e liberdade, que não seriam possíveis no campo coreográfico.

De resto, o improviso é o elemento que torna este espectáculo uma “peça”, conforme descreve a bailarina e coreógrafa, dado que esta manifestação artística resulta de impossibilidades e dificuldades criativas da autora, que culminaram num processo de superação e afirmação individual.

A génese do título ‘Talvez ela pudesse dançar primeiro e dançar depois’ é baseado no esforço individual e no processo criativo de Vera Mantero, que assegura ser preciso “acreditar” para “se ser metódico” confessando “um problema com a falta de crença”. Contudo, Vera salienta que “a arte e a criação” são das coisas que “mais lhe interessam na vida”, embora, deixe imediatamente de “acreditar nelas” cada vez que se põe a fazer alguma coisa nesse campo, abrangendo essa fé até “na própria vida”.

Apesar das dúvidas que rodeiam Vera Mantero, o seu trabalho artístico tem sido amplamente reconhecido e galardoado, mostrando a sua arte em vários países europeus, bem como percorrendo territórios americanos e asiáticos, passando por Argentina, Brasil, Canadá, Coreia do Sul, EUA e Singapura. Desde 2000 que se dedica ao trabalho vocal, cantando repertórios de alguns autores e co-criando projectos de música experimental.

A iniciativa resulta de uma acção concertada entre a Direcção Regional da Cultura, a Câmara Municipal da Calheta e a Casa do Povo Calheta, tendo por objectivos fidelizar públicos e criar hábitos de visita a este Museu, contribuindo, também, para a sedimentação da presença do MUDAS no contexto local. A esta iniciativa associa-se, também o restaurante do MUDAS, que por estes dias disponibilizará um menu especial, preparado especificamente para acompanhar este evento.

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