Venezuela
e Cuba
sem liberdade

Editor do El Nacional diz haver uma política do Estado contra a imprensa apoiado na Força Armada

16 Abr 2018 / 02:00 H.

    A degradação da liberdade de imprensa na Venezuela e a sua ausência em Cuba são os grandes motivos de preocupação nos países do continente americano para a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), reunida em Medellín.

    Durante a segunda jornada do encontro da SIP que decorreu em Medellín, na Colômbia, foram apresentados os relatórios da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação, onde é analisada a situação de cada país do continente americano e que terão sido aprovados ontem.

    Segundo dados da Venezuela, citados pelo editor do jornal El Nacional, entre Abril de 2016 e Março de 2017 “as agressões multiplicaram-se” contra os meios de comunicação.

    Na Venezuela, acrescentou, existe “uma política de Estado” contra a imprensa e “todo um plano concebido e executado por unidades da Força Armada Nacional Bolivariana”.

    Sobre Cuba, foi o director executivo da SIP quem leu o relatório, uma vez que o respectivo jornalista cubano não pôde sair do país para viajar para Medellín.

    O governo cubano, referiu, quer ter “um país, mudo, surdo e cego”.

    Durante o encontro de sábado, a SIP denunciou também a falta de transparência do governo equatoriano quanto ao sequestro e assassinato de uma equipa de jornalistas.

    “O governo do presidente Lenin Moreno tentou controlar a informação, censurando os meios de comunicação para evitar a difusão do nome das vítimas”, indica o relatório sobre o Equador.