Valente Marítimo

06 Nov 2017 / 02:00 H.

O Marítimo conseguiu ontem uma importante vitória na casa do Feirense. Um golo de Ricardo Valente, a segundos do intervalo, foi suficiente para garantir mais três pontos rumo ao objectivo europeu.

A equipa da Madeira entrou melhor no jogo, assumindo com relativa facilidade o controle das operações, fazendo valer a solidez do seu meio-campo defensivo, onde Erdem Sen e Gamboa iam barrando as escassas intenções atacantes dos fogaceiros e logo aí começavam a desenhar as saídas para o ataque.

Numa partida que, em vários momentos, se jogou em ritmo lento, o Marítimo usou da sua matreirice, conseguindo encontrar os momentos certos para ferir de morte um adversário que praticamente nada conseguiu fazer para justificar outro resultado que não a derrota.

Este resumo serve para ilustrar quase tudo o que se viu na primeira-parte, ficando apenas a faltar o registo do golo que Ricardo Valente apontou quando já decorria o minuto 45. Um remate de ressaca do avançado do Marítimo, no interior da área, dava nessa altura justiça ao que até então se tinha visto, colocando a formação verde-rubra em posição privilegiada para levar três pontos de Santa Maria da Feira.

A segunda-parte do jogo trouxe um Feirense transformado, bastante mais virado para a frente, correndo atrás de um prejuízo que João Silva esteve perto de poder amenizar. O avançado fogaceiro foi o que mais oportunidades dispôs para visar a baliza de Charles mas quase sempre lhe faltou jeito para o golo.

O Marítimo agradecia essa desinspiração para continuar na frente do marcador, procurando outra vez na sua matreirice um golpe que sentenciasse de vez o jogo. E esteve bem perto de o conseguir através de Rodrigo Pinho, à passagem do minuto 72, num lance de enorme classe do avançado verde-rubro a desenvencilhar-se de dois adversários e que só não deu golo porque as forças também já lhe faltavam.

Com Daniel Ramos a dar frescura à equipa com as entradas de Lundberg e Diney, o Marítimo passou a assumir a defesa do golo de Ricardo Valente como único objectivo para o último quarto-de-hora, até porque da parte do Feirense era evidente a falta de lucidez ofensiva para colocar em xeque a baliza da equipa madeirense.

Sem espaço e sem uma linha de jogo pensada para chegar com perigo à baliza de Charles, pouco mais restava aos fogaceiros se não as desesperadas e atabalhoadas tentativas de remate exterior que Etebo e Kakuba ainda assinaram até ao último apito de Hugo Miguel.

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