“Vai haver lei no União”

antónio lopes avança para a semana com um inquérito judicial ao união

02 Dez 2016 / 02:00 H.

António Lopes, antigo presidente do União SAD, que detém cerca de 30% das acções, depois de investir perto de 1,3 milhões na ‘sociedade unionista’, voltou a criticar o conselho de administração, liderado por Filipe Silva, após mais uma Assembleia Geral ‘quente’.

“Continua a ser-me sonegada a informação que está na lei. Quem quer uma empresa bem gerida não a pode gerir sem informação mas, infelizmente, há pessoas que pensam que os accionistas só servem para lá pôr dinheiro”, começou por referir o empresário, que vai avançar na próxima semana com “inquérito judicial e a anulação da Assembleia Geral”, disse ao DIÁRIO.

“Perguntei pelas contas e deram-me as respostas do costume, de que está tudo bem e que não há problema nenhuma. Mas isso é o que as pessoas dizem”, disse, revelando-se “preocupado”. “Os números deixam muitas interrogações, há um volume de salários que não é condizente com a informação que tenho e estas coisas têm de ser esclarecidas. E como não as querem esclarecer a bem, dentro do direito do que é normal em qualquer empresa, vou agir em conformidade. Há um ano e meio que tento o diálogo e nada. Não sou um corpo estranho, nem um inimigo e não consigo encontrar nenhuma explicação para tudo isto”, frisou.

António Lopes vai pedir um inquérito judicial, por entender que há algumas irregularidades. “Não é normal que uma empresa que tem três accionistas, com quase 97% da SAD [António Lopes, Jaime Ramos e Clube Futebol União], não saber nada. Tudo isto é muito estranho”, disse.

O empresário quer saber, por exemplo, quando renderam as vendas de Amilton, Shehu e Toni Silva. “Apenas me confirmaram que tinham sido vendidos, mas não sei se foi por cinco euros ou cinco milhões. Não é normal um accionista que tem cerca de um terço das acções não saber coisas dessas, não ser consultado ou informado. Isto assim não pode continuar”, salientou.

E perante o avolumar de situações, António Lopes vai partir para ao ataque, assegurando que “vai haver lei no União”. “E é disso que vou tratar”, prometeu, explicando ainda que para garantir alguma informação do quotidiano do União, recorreu a atletas que estiveram no clube. “Há um mau estar generalizado, uma série de jogadores que se sentem injustiçados e é lamentável que tenha de saber das coisas desta maneira”, frisou.

A finalizar, António Lopes, considerando lamentável tudo o que se passa, acrescentou que convidou uma pessoa com ligações ao clube para ser seu representante no conselho de administração mas que esta declinou o convite por não estar interessado em fazer parte de um “projecto monocórdico”. “Está complicado”, rematou.

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