Uma ajuda espontânea que marca a diferença

06 Dez 2017 / 02:00 H.

No Dia Internacional do Voluntariado, que ontem se assinalou em todo o Mundo, os voluntários madeirenses foram homenageados numa cerimónia que serviu para agradecer a ajuda prestada ao longo do ano.

O III Encontro de Voluntários reuniu, na reitoria da UMa, várias instituições e entidade que quiseram dizer ‘obrigada’ a um trabalho de ajuda ao próximo, feito muitas vezes feito de forma anónima.

Helena Correia, da Casa do Voluntário, diz que o problema não é angariar pessoas que queiram ajudar, é sim mantê-las para acções futuras, salientando que no próximo ano é preciso fazer uma caracterização da população voluntária de forma a saber “o que mais pode ser feito para melhorar o trabalho voluntário na região”.

Numa sessão que contou com várias intervenções ficou patente que o voluntário também sofre com as situações que encontra em seu redor e que os valores da cidadania activa, da responsabilidade, da ética e da integridade estão inseridos no trabalho educativo que se faz nas escolas e na sociedade.

Coube a Manuel Rui Nunes, presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, salientar o facto de o voluntariado ser, hoje em dia, um desafio às capacidades dos jovens que enfrentam um mundo de interesses e de situações atractivas e alertou os governantes para a necessidade de uma legislação devidamente regulamentada que lhes proporcione alguns pequenos incentivos nas áreas da saúde, da educação, dos transportes e dos impostos.

Miguel Albuquerque, presidente do Governo, ouviu o alerta e sublinhou que o voluntariado não é algo espontâneo que nasce em cada um, é uma vocação e um chamamento para, neste caso, ajudar os outros.

“A vocácia é um termo que caiu em desuso nas sociedades materialistas, mas é o primeiro alicerce do voluntariado, algo que vem do coração e que faz com que se pratique determinadas atitudes e estilos de vida”, referiu, salientando o facto de esta actividade estar em declínio a nível mundial. Um perigo e uma preocupação, tendo em conta que “se substituirmos as pessoas pelas instituições do Estado, estamos a construir uma sociedade desumanizada”.

O jornalista da TVI, Pedro Pinto, foi o orador convidado deste encontro e deixou a mensagem de que o voluntariado “é importante nas sociededes tecnológicas, onde o fosso entre as pessoas mais ricas e as mais pobres se tem acentuado”. Acha que a inovação social, onde se inclui o voluntariado e a economia social, será a grande ideologia do século XXI e um ponto incontornável nos próximos anos por ser o caminho para ultrapassar tensões.

A ligação ao voluntariado é feita através de palestras e conferências, como esta no Funchal, onde conta experiências e tenta inspirar quem o ouve. Diz que é sempre possível cada um contribuir à sua maneira e ter um papel importante para uma sociedade mais justa e equilibrada, deixando um sentido ‘parabéns’ a todos os voluntários madeirenses.

Outras Notícias