Um pontinho para cada um

14 Jan 2018 / 02:00 H.

Antevia-se interessante este confronto entre duas equipas a atravessarem ciclos negativos na temporada. O Paços de Ferreira – sem vencer há oito jogos – entrou bastante melhor na partida, impulsionado talvez pela adrenalina-extra inerente à chicotada psicológica que, durante a semana, tinha ditado a saída de Petit do comando técnico da equipa.

Logo aos seis minutos, os castores poderiam ter-se colocado em vantagem, não fosse o remate colocado de Xavier ter saído caprichosamente a escassos centímetros da baliza. A largura ofensiva que este lateral conferiu ao jogo pacense foi, de resto, um dos principais focos desestabilizadores, em especial durante a primeira-parte, tendo saído daí algumas das melhores ocasiões da equipa da casa.

Quanto ao Marítimo – que à entrada para este jogo somava três derrotas consecutivas – demorou até conseguir dar sinais de vida. Mas quando o fez, fê-lo em dose dupla, ficando a dever a si mesmo um golo que Jean Cléber – em posição privilegiada – preferiu oferecer a Rodrigo Pinho que se revelou perdulário na cara de Rafael Defendi, permitindo a defesa ao guarda-redes do Paços de Ferreira.

O filme que se viu após o intervalo manteve o mesmo argumento, tendo sido acrescentados apenas mais alguns efeitos especiais motivados pela chuva intensa que foi caindo em determinados períodos do jogo e que deixaram o relvado em condições bem mais complicadas.

Com o esférico ora a ganhar, ora a perder velocidade na relva, ambas as equipas sentiram dificuldades extra para explanarem o seu jogo, notando-se um recurso excessivo aos lançamentos em profundidade que pouco mais serviam senão para atrapalhar os blocos defensivos quer de Paços de Ferreira, quer de Marítimo.

Apesar de continuar a dominar ao nível ofensivo, os castores nunca conseguiram colocar verdadeiramente em xeque a baliza de Charles. Bruno Moreira, aos 53 minutos, dispôs da melhor ocasião dos pacenses, mas o cabeceamento do avançado português saiu à figura do guarda-redes do Marítimo.

A mesma direcção que, na outra baliza, Everton deu à única oportunidade a que conseguiu corresponder desde que havia substituído Rodrigo Pinho – à passagem do minuto 69. Em zona frontal, o avançado verde-rubro ainda conseguiu desenvencilhar-se da marcação de Ricardo mas, na rotação, o remate acabou por sair excessivamente frouxo.

Nos minutos finais ficou clara a intenção de ambas as equipas em, sobretudo, não perderem o jogo, aceitando um nulo que, apesar de não quebrar as séries que Marítimo e Paços de Ferreira atravessam sem vencer, servem, porém, para encararem de forma positiva a o início da segunda volta da Liga. Um cenário que dá confiança para o futuro próximo.

Melhor em Campo

Zainadine
6

O patrão do eixo central da defesa não proporcionou espaços. Sempre muito atento em toda a linha defensiva, revelou-se imperial na marcação, nas dobras e de grande eficácia no jogo aéreo.