Um ‘cheirinho’ de I Liga

23 Dez 2017 / 02:00 H.

Defrontaram-se ontem na Choupana os dois clubes que desceram à II Liga na época passada e que são, naturalmente, os principais candidatos à subida. E, com ‘cheirinho’ a I Liga, proporcionaram um bom espectáculo , cada um à sua maneira, num jogo que justificou um árbitro mais digno.

Rui Costa foi, com efeito, o pior em campo. Cometeu demasiados erros, penalizou mais o Nacional, ao assinalar uma grande penalidade inexistente, que só não deu golo porque Daniel foi ‘gigante’, e enervou claramente os jogadores, treinadores, dirigentes e adeptos alvinegros, com a marcação de faltas duvidosas e permitindo anti-jogo do Arouca, natural para quem estava a ganhar.

Os árbitros profissionais em Portugal não se cansam de exigir a pacificação do futebol, tento na língua e na escrita, já ameaçaram, inclusive, com uma greve, que ficou na gaveta, mas com arbitragens como aquela que protagonizou ontem Rui Costa colocam-se a jeito de continuarem a ser duramente criticados, com absoluta razão.

Rui Costa foi, não nos cansamos, o elo mais fraco de um jogo emotivo, que terminou com uma igualdade que chegou a ser impensável.

Aproveitando a falta de agressividade do adversário e a ajuda do árbitro, o Arouca chegou a uma vantagem de dois golos. Teve ainda o terceiro nos pés de Nuno Valente mas Daniel defendeu a grande penalidade (68 minutos) e acabou permitindo o empate.

O Nacional, que até então tinha criado apenas uma situação de golo, incrivelmente desperdiçada por Murilo (13 minutos), num lance muito bem trabalhado entre Christian, Vanilson e Diego Barcelos reduziu a desvantagem e, pouco depois, numa grande penalidade que não deixou dúvidas chegou ao empate.

Vanilson até poderia ter ‘matado’ o jogo, já em período de descontos, mas Bracali, que jogou com a camisola do Nacional muitos anos não deixou.

Perante tanta confusão e emoção, o empate acaba por se aceitar, num jogo em que o Nacional teve maior ascendente, mesmo sem criar grande perigo, perante um adversário mais esperto e matreiro que saiu da Choupana com sabor amargo de um Natal que poderia ter sido tão doce, com as ‘prendas’ de Rui Costa.

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