Tom Jobim homenageado com concerto no Teatro

MEDIOATLÂNTICO protagoniza concerto do próximo dia 23 de Novembro

10 Nov 2017 / 02:00 H.

No ano em que se celebra os 90 anos do nascimento de Tom Jobim, o palco do Teatro Municipal Baltazar Dias recebe uma homenagem ao compositor, maestro, pianista e cantor brasileiro.

O concerto de homenagem está marcado para o dia 23 de Novembro e em palco estará o grupo MEDIOATLÂNTICO composto pelos músicos Vítor Sardinha (violão), Nuno Nicolau (piano), António Barbosa (bateria), Miguel Marques (contrabaixo), Sandra Sá (violino), Lino Rodrigues (flauta transversal) e Gualberto Anjo (saxofone) que acompanharão o conhecido cantor Luis Sousa. Neste evento no Teatro Municipal, ao grupo juntar-se-á Vânia Fernandes como convidada especial.

Este espectáculo terá também a declamação de poemas, por parte da actriz convidada, Paula Erra.

Ao repassar e interpretar o repertório de canções de Jobim, o MEDIOATLÂNTICO pretende renovar públicos e novas gerações de ouvintes para a música que se faz em português e para a Bossa Nova, género da Lusofonia Atlântica. “As canções do genial compositor e músico que foi António Carlos Jobim, são eternas e fazem parte do repertório de um mundo sonoro global que vai do Brasil à China ou dos Estados Unidos da América à Rússia. Cantar Jobim é também cantar alegria, nostalgia, amor, paixão, sentimentos e humanidade no suave dedilhar do violão, no suporte à voz que enche de palavras e sentido a melodia num vagar de balanço rítmico”, refere o grupo.

O concerto do dia 23 será “intimista, essencialmente acústico, procurando o som calmo e aberto nas harmonias, para que a voz e a letra sobressaiam na estética final”.

Expoente máximo da música popular brasileira

António Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, ou Tom Jobim, é por muitos considerado o expoente máximo de todos os tempos da música popular brasileira.

Depois de ter pensado em seguir a carreira de arquitecto, Jobim dedicou-se exclusivamente à música, tendo gravado o primeiro disco em 1954. O sucesso começaria em 1956, quando, juntamente com o poeta Vinicius de Moraes, compôs a música da peça ‘Orfeu da Conceição’ (mais tarde adaptada para o cinema como ‘Orfeu negro’).

A verdade é que sua passagem pelo mundo da música foi marcada por ser um dos principais criadores da bossa nova. Aliás, a bossa nova surgiria efectivamente em 1958, quando Jobim produziu o disco ‘Chega de saudade’, no qual João Gilberto toca e canta músicas do próprio Jobim. As faixas de maior sucesso do disco foram, além da canção título, a canção ‘Desafinado’ e o ‘Samba de uma nota só’, compostas com Newton Mendonça e que se tornaram a base da sólida carreira internacional do ‘maestro da bossa nova’, introdutor de arranjos que renovaram as estruturas tradicionais da música popular brasileira.

Durante a sua carreira, gravou com reconhecidos artistas mundiais como Frank Sinatra, Stan Getz, Charlie Byrd, entre muitos outros, e viu o reconhecimento chegar através da música ‘Tereza da Praia’, criada em parceria com Billy Blanco.

Durante 1960 e 1970, o compositor gravou ainda discos para os principais estúdios norte-americanos, reafirmando desta forma o seu sucesso internacional. Actuou nas grandes salas de espectáculo de todo o mundo, incluindo o Carnegie Hall.

A maneira simples e melódica de tocar o piano, o toque de invenção, a sonoridade inesperada, e a emoção ao interpretar as letras, chegam agora ao palco mais prestigiado da cidade do Funchal através dos já referidos músicos.

Refira-se ainda que os ingressos para o concerto do dia 23 de Novembro no Teatro Municipal têm um custo unitário de 5 euros.

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