Testes aéreos avançam

Um avião e um helicóptero de Canárias testam eventual utilização no combate aos fogos na Região. O secretário de Estado também vai assistir

22 Abr 2017 / 02:00 H.

A Madeira vai finalmente testar a possibilidade de utilizar ou não meios aéreos no combate aos incêndios. Os exercícios vão acontecer já no próximo dia 2 de Maio, terça-feira, e envolvem um avião e um helicóptero. São também esperados alguns especialistas da Protecção Civil e o secretário de Estado da Administração Interna.

A informação foi confirmada ontem, ao DIÁRIO, pelo líder regional do PS e deputado na Assembleia da República. O próprio Carlos Pereira vai acompanhar parte dos testes ao lado do secretário de Estado Jorge Gomes e de Carlos César, líder do grupo parlamentar do Partido Socialista na Assembleia da República.

O avião a utilizar nesta experiência vem do continente especificamente para esse efeito. Já o helicóptero vem de Canárias, arquipélago onde o combate a incêndios já inclui meios aéreos com regularidade.

Segundo o que está previsto, os testes serão realizados em diferentes locais da Região numa abordagem a vários cenários. O exercício deverá decorrer ao longo de todo o dia.

Depois desta etapa, será elaborado um relatório que ajudará a determinar se os incêndios na Madeira podem ou não ser debelados com a ajuda de meios aéreos.

O líder socialista madeirense mostra-se entusiasmado com a decisão de Lisboa que dá luz verde a uma iniciativa do PS anunciada depois dos incêndios. No final do ano passado a Secretaria de Estado aceitou fazer os testes mas apenas depois de um relatório preliminar sobre o tipo de condições que os operacionais poderão enfrentar na Madeira. Esse documento foi concluído já este ano e foi agora decidida a data da realização dos testes com meios aéreos.

A iniciativa coincide com a presença na Região de vários deputados socialistas em São Bento que participam, entre os dias 1 e 3 de Maio, numa reunião da direcção nacional do grupo parlamentar. Aliás, a própria comitiva reservou para o dia 3 de Maio uma visita aos locais mais afectados pelos incêndios.

Para Carlos Pereira, esta decisão de Lisboa tem o mérito de encerrar um ciclo, conforme o próprio tem defendido ao longo dos últimos meses. O deputado recorda a importância de haver uma decisão formal e fundamentada sobre se a Região pode ou não contar com meios aéreos no combate aos fogos.

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