Técnicos de Diagnóstico com greve ‘divergente’

SESARAM contabilizou 30% de adesão, mas o Sindicato apontou a 70 ou 80%

14 Jul 2018 / 02:00 H.

É uma situação comum, mas com especial significado, desta vez. Os índices de adesão da greve de técnicos de diagnóstico e terapêutica no SESARAM vão dos 30 aos 80%, consoante sejam apurados pelo SESARAM ou pelo respectivo sindicado.

Nas contas do serviço regional de saúde, a adesão rondou os 30%, nos diferentes turnos e unidades de saúde, tanto hospitalares como dos cuidados primários. Uma percentagem que resulta da contabilização dos profissionais escalados relacionada com os que compareceram aos serviço. Por exemplo, nos turnos da manhã, estiveram em greve nos hospitais 31 dos 105 técnicos e nos cuidados primários 12 de 37.

Já nas contas do sindicato, a greve rondou os 70 a 80% em todas as unidades de saúde do SESARAM.

Ao DIÁRIO e à TSF Fernando Zorro, do Sindicato, disse que a adesão à greve de ontem atingiu níveis semelhantes aos do dia 22 de Junho.

O dirigente sindical disse que cabe ao Governo da República definir uma carreira digna e repor o tempo de serviço ‘perdido’. Uma solução que não cabe directamente ao Governo regional, mas há muito que este pode fazer: “Poderá transmitir ao Governo central o transtorno que a greve está a acusar na Madeira, por exemplo, em sangue e medicina transfusional.”

Acima de tudo, os sindicatos pretendem que haja abertura, por parte do Governo da República, às negociações. Mas, se não existirem, novas formas de luta serão ponderadas.

Os quatro sindicatos que convocam a paralisação nacional de ontem exigem uma tabela salarial que respeite as suas habilitações profissionais e ainda outras matérias que respeitam às transições para nova carreira e ao sistema de avaliação, bem como à contagem do tempo de serviço.

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