Teatro da Camacha celebra 30 anos

Começam hoje três dias de eventos em casa para marcar data especial

05 Out 2017 / 02:00 H.

O Teatro Experimental da Casa do Povo da Camacha (TEC) dá início à celebração de três décadas de trabalho com três dias de eventos, a partir de hoje, em casa. O programa inclui exposições e espectáculos de teatro e ainda momentos mágicos. Ao longo do próximo ano outras iniciativas vão ser associadas a esta data, como o Encontro de Teatro ‘30’ Anos; formações de Teatro; IX Edição do Festival AMO-TEatro; um novo espectáculo com um encenador convidado e um outro para o Art’Camacha 2018. Na lista de iniciativas, de destacar ainda o lançamento do livro 30 Anos de TEC.

As celebrações começam hoje com ‘Retratos da Gente’, de Antero Gonçalves. É no hall de entrada da Casa do Povo da Camacha que tem início a festa dos 30 anos do TEC, uma exposição fotográfica para ver nos próximos dias. Pelas 18h30 a acção passa para o auditório, onde o TEC recupera o seu trabalho ‘Histórias do Realejo - Alvoroço no Galinheiro’, um espectáculo “para miúdos e graúdos”, com entrada gratuita.

No sábado é apresentado o espectáculo ‘Farinha Mágica’, uma mistura fértil em magia e teatro, com a duração de uma hora e apta para consumo por toda a família. Zé Mágico, um jovem ilusionista de 23 anos da Covilhã, vai fazer companhia aos artistas madeirense e ao público em geral com a história de um pasteleiro solitário que é apanhado desprevenido e tem de usar a imaginação para conseguir dar assas ao seu trabalho. Os bilhetes custam 3 euros. Antes, amanhã poderá encontrar o convidado no formato ‘Close-Up’, escolhido para levar aos bares junto à Igreja Matriz da Camacha entre as 18h30 e as 23 horas.

Nestas três décadas, o TEC destaca “os autores, os encenadores, os actores e actrizes que têm marcado a história deste grupo e que mantém viva a sua alma artística”. O projecto começou em 1987 na Casa do Povo da Camacha, por iniciativa de Basilissa Fernandes e com apoio de David Eleutério de Nóbrega. Foi ele o responsável pelo primeiro trabalho levado a palco em 1988 e foi ele também quem organizou o I Ciclo de Teatro Madeirense, “tendo a primeira Revista surgido em 1991, no âmbito do Festival de Arte Camachense, projecto que se mantém até aos dias de hoje”, destaca a organização.

“Durante estes 30 anos de existência são muitos os trabalhos elaborados pelo TEC, dos quais se destacam: ‘Corpo e Alma’, que representou a Madeira no 8º Ciclo Nacional de Teatro Amador; ‘A Promessa’, de Bernardo Santareno, que recebeu uma menção honrosa no ERGTEATRO/94, ‘Pátria’, de Ilda Teixeira, que arrebatou o 1.º lugar no Concurso de Juventude e Defesa Nacional, realizado em Évora, em 1996 e ‘Caprichos Marinhos’, apresentados na Expo’98”, recordam.

O grupo tem trabalho também para as crianças, sendo exemplos ‘Rafa e a Silverfich’, ‘Ronron e Madame Pompom’, e ‘Histórias do Realejo - Alvoroço no Galinheiro’, que apresentam novamente esta noite.

O grupo tem promovido através do seu festival o teatro na Região e a vinda de grupos de fora. Este ano teve oportunidade de ir fora com ‘Era a Ilha...’. Esteve no Festival de Teatro Amador de Lazarim, em Lamego, e no Festival de Teatro Ajidanha, em Idanha-a-Nova. Vai estar no Encontro de Teatro do Teatro Amador de Pombal.

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