‘Sol Glamping’ nasce na freguesia dos Prazeres

Empreendimento custa meio milhão de euros e quer atrair amantes do ecoturismo

16 Fev 2018 / 02:00 H.

‘Sol Glamping’ será o novo conceito de turismo rural associado ao gosto pela natureza e pelo acampamento que dentro de um mês nascerá na freguesia dos Prazeres. Se é amante das virtudes do ecoturismo este será certamente um espaço ideal para umas mini-férias com a particularidade de estar numa tenda mas desfrutando de uma cama igual aos hotéis cinco estrelas.

Mas se pensa que o conforto termina apenas nos lençóis, engane-se. A comodidade sobe quando decide ligar o ar condicionado ou coloca lenha na lareira só porque achou que a temperatura ambiente não era a ideal. Tudo isto num espaço simpático onde ainda pode encontrar uma pequena cozinha para fazer pequenas refeições e até uma indispensável casa de banho com duche de água quente, coisa que jamais teria se resolvesse levar a sua tenda às costas depois de uma noite dentro de um saco-cama.

Desde o Jardim Pelado, a vista soberba para o Atlântico e para um pôr-do-sol arrebatador foi uma das razões para a escolha da construção do empreendimento turístico que totaliza “meio milhão de euros”, no entanto o sossego do local também foi preponderante para a compra do terreno de 1.500 m2 onde se ergue a casa-mãe que servirá para recepção dos hóspedes e para usufruir de um espaço de cozinha para auxiliar na confecção de pequenos-almoços dentro de uma política do próprio investimento, conforme explica Germana Francisco, promotora do empreendimento.

Se acha que tudo o que atrás foi referido não foi suficiente para leva-lo a fazer uma reserva, dizemos-lhe ainda que tem a possibilidade de relaxar no exterior onde encontrará um moderno jacúzi privado que cada um dos cinco domes oferecem aos seus hóspedes.

Se, por algum motivo, suspeitou que as tendas não lhe oferecem garantia de segurança em tempo de Inverno, Germana Francisco, revela que a empresa fornecedora dos equipamentos atesta que são absolutamente “resistentes a furacões ou a ciclones”.

No interior do empreendimento encontrará uma área social para a realização de convívios sempre virados para as tradições ou costumes madeirenses. De resto, a proprietária faz questão de salientar que “os hóspedes terão sempre pequenos mimos” durante a estadia e que passam desde as iguarias típicas às frutas da época.

Três dias de estadia

Germana Francisco diz ter a consciência que o conceito vai causar curiosidade, aliás já desperta na localidade. Ao longe notam-se os cinco domes brancos como se fossem iglus. Prefere não adiantar a tabela de preços, contudo uma estadia deverá ser realizada no mínimo de três dias.

Perfil

Chegou a pensar abrir a unidade precisamente no Dia dos Namorados, todavia o atraso nas obras inviabilizou a pretensão. Ao DIÁRIO explica que chegou a pensar restringir a entrada de crianças como algumas unidades no estrangeiro já o fazem. “Uma forma de garantir mais sossego e maior tranquilidade, mas chegamos à conclusão que era melhor não o fazer dando oportunidade que as crianças usufruam de uma estadia num espaço deste género”, justifica a opção, referindo a existência de uma tenda com detalhes pensados para elas.

Investimento

Germana Francisco é natural de São Vicente e desde cedo emigrou para Inglaterra onde esteve sempre ligada ao sector do turismo. No regresso à Região quis apostar no ramo que melhor conhece e num conceito diferente e empreendedor. São 500 mil euros sem recurso a fundos comunitários e empregará duas pessoas.

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