Sequestro e roubo no Funchal

Terá sido coagido a conduzir sob as ordens do trio que invadiu o automóvel

14 Set 2017 / 02:00 H.

O pânico terá durado cerca de meia hora, no último sábado. Quando um homem entrava tranquilamente no seu carro, em frente à casa onde vive na Achada, percebeu de imediato que poderia ter problemas. À sua volta, terão aparecido inesperadamente três indivíduos a pedir-lhe boleia. A noite já tinha caído, as ruas estavam praticamente desertas, e o proprietário do automóvel, desconfiado, recusou transportar os três jovens. Terá sido uma questão de segundos: o trio forçou, alegadamente, a entrada no automóvel e ameaçou o condutor com uma arma branca, obrigando-o a arrancar.

Ao volante, com uma lâmina encostada ao pescoço, não lhe terão restado muitas alternativas e optou por não arriscar. Arrancou, seguindo as instruções dos criminosos, e chegaram ao centro do Funchal. Sob alegada intimidação constante, continuou a seguir as direcções que lhe davam, até chegar à Rua dos Ilhéus. O homem que segurava a arma branca ter-se-á distraído por momentos, afastando-a, ao mesmo tempo que ordenada ao coagido a encostar o carro. O condutor não pensou duas vezes e aproveitou a oportunidade, conseguindo sair do carro e fugir. Os três homens, com 17, 18 e 30 anos, terão ficado para trás, no automóvel, onde também estavam a carteira e as chaves de casa do proprietário.

O dono do carro chamou a Polícia de Segurança Pública (PSP) que tomou conta da ocorrência. Quando os agentes da PSP chegaram ao local, pouco depois da queixa, não havia sinais dos agressores. Os três homens terão abandonado o automóvel, onde já não se encontravam as chaves nem os documentos pessoais da vítima. A PSP começou, então, a caça ao trio - uma busca que se prolongou por cerca seis horas. Já de madrugada, a PSP identifica três suspeitos, identifica-os e leva-os para a esquadra. Depois de revistados, os agentes encontraram a carteira com os documentos e as chaves de casa do agredido. O automóvel terá sido selado e estará nas mãos da PSP para preservação de provas. Ao que o DIÁRIO apurou, por tratar-se de um alegado crime de sequestro, a Polícia Judiciária também deverá ter sido informada.

Os suspeitos foram detidos e constituídos arguido e sujeitos a Termo de Identidade e Residência. A PSP remeteu o inquérito para o DIAP e será o Ministério Público a delegar o caso à PSP ou à Polícia Judiciária - se se confirmar o crime de sequestro.

Outras Notícias