Carlos Pereira “desiludido” com a equipa confia na recuperação

O lugar do treinador não está em causa. “Faltam 3 ou 4 pontos para a manutenção”, diz

07 Fev 2018 / 02:00 H.

A derrota infligida pelo Portimonense agudizou a crise do Marítimo, sem vencer há sete jogos. A última vitória aconteceu a 11 de Dezembro de 2017, sobre o Braga (1-0). Daí para cá, apenas dois empates e cinco derrotas, já já vão quase dois meses. Ou seja, apenas dois pontos angariados em 21 possíveis. Mas, nem por isso, o lugar do treinador está em risco, palavra de presidente.

A convalescer da doença que o levou a internamento hospitalar, mas já nas lides presidenciais, Carlos Pereira, depois da derrota copiosa ante o Portimonense, não escondia alguma desilusão. “Não me merece qualquer comentário”, começou por dizer o presidente do Marítimo. Mas, logo depois deixou escapar: “Estou desiludido com a equipa que, ao contrário do que diz o treinador, não é a mesma que esteve tão bem na primeira volta do campeonato”, desabafou o dirigente.

O presidente do Marítimo justifica esta sua tese pelas mexidas operadas pelo treinador, nomeadamente no meio campo, por diferentes razões. “O meio campo perdeu a consistência e a solidez que vinha apresentando, e a defesa está a sofrer com aquilo que o meio campo não produz”, considera.

“A equipa tem obrigação de fazer mais e melhor. O plantel foi reforçado neste mercado de Inverno, há jogadores a regressarem de lesões, pelo que estou confiante que a equipa vai recuperar e melhorar a sua prestação ao longo do que resta da temporada”, sustenta o dirigente maritimista.

De resto, Carlos Pereira, pese embora este quadro, assegura que o lugar do treinador não está em causa. “O Marítimo vai necessitar de fazer mais três ou quatro pontos para garantir a manutenção, e o que faltava era pensar que este propósito não era conseguido”, advoga sem, contudo, traçar as ideias para o futuro.

Sem tecer mais comentários sobre a situação, nas palavras de Carlos Pereira, no entanto, ficou subjacente a ideia de que o objectivo Europa estará, por esta altura, fora das suas congeminações. Mesmo que julgue ter a equipa “obrigação de fazer mais do que tem vindo a fazer nos últimos jogos”. Falta saber agora como vai reagir a equipa já neste sábado em Vila do Conde.

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