Sarampo

vacina já foi legislada no país como obrigatória mas franceses ainda recusam

14 Fev 2018 / 02:00 H.

Uma mulher de 32 anos, não vacinada, morreu de sarampo num hospital em França, levando as autoridades a reforçar o apelo em defesa das vacinas, num país que desconfia delas, adiantou a AFP. A mulher morreu a 10 de fevereiro, de acordo com o Centro Hospital Universitário (CHU) de Poitiers, na região oeste de Nouvelle-Aquitaine, oeste de França.

A morte acontece numa altura em que a França acaba de legislar o aumento do número de vacinas obrigatórias, de três para 11, entre as quais a do sarampo, para as crianças, o que motivou debates acesos no país. A epidemia de sarampo, que rompeu em Nouvelle-Aquitaine no início de novembro de 2017, persiste na região, de acordo com a agência regional de saúde, a qual até agora já registou 269 casos confirmados, com um em cada quatro (66) a necessitar de hospitalização. Quatro dos pacientes foram internados nos cuidados intensivos. E os números mais do que duplicaram a partir de 24 de Janeiro, refere a AFP.

O anúncio da morte “reforça a necessidade, para toda a população, de verificação rápida da sua vacinação, a única forma de parar a epidemia”, sublinhou a agência regional de saúde, que recordou que “não existe tratamento para curar esta doença” muito contagiosa, já que um infectado pode contaminar até 20 pessoas: “O sarampo não é uma doença benigna, principalmente para as crianças e adultos e pode levar a complicações respiratórias (pneumonias) e neurológicas, que podem ter consequências muito graves”, reforçou a agência regional de saúde.

De acordo com a agência, “a cobertura de vacinação em Nouvelle-Aquitaine é actualmente insuficiente para fazer face à epidemia”. Os dados de saúde pública em França indicam que a taxa de cobertura varia entre os 70,8% e os 81%, abaixo dos 95% recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Desde 2008 já houve 20 mortes por sarampo em França, mostram dados da Agência de Saúde Pública do país.

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