Roquelino admite rever regras do pastoreio

19 Jun 2017 / 02:00 H.

O candidato do PSD à Câmara Municipal de Santa Cruz e o candidato à Junta de Freguesia do Santo da Serra estiveram ontem nas tosquias do Chão dos Terreiros, a convite de alguns dos pastores da Associação de Criadores de Gado das Serras do Poiso a defender a actividades. Roquelino Ornelas recordou o papel na manutenção da tradição, mas também com actividade comercial e ainda na limpeza das serras. O cabeça-de-lista por Santa Cruz admite mudar a lei.

O candidato assumiu abertura para debater o alargamento do pastoreio. A criação de gado pode-se alargar a uma cota mais baixa do concelho, diz. “É nessa matéria que há alguma polémica porque há normas rígidas que têm de ser cumpridas e são exactamente essas normas que se deveriam eventualmente discutir. Como não há nada que seja impossível, tudo é passível de discussão e não há dossiers tabus nesta candidatura. Nós admitimos discutir esta matéria”, afirmou Roquelino Ornelas.

Os pastores pedem apoio à criação de gado, nomeadamente através de melhores pastagens e organização dos rebanhos.

Pablo Freitas, candidato à Junta de Freguesia do Santo da Serra, tem algumas ideias para este sector. Próximo dos pastores, o candidato à Junta e bombeiro de profissão, acredita que o pastoreio é mais-valia para a freguesia e é uma fonte de rendimentos para algumas famílias.

“Isto é uma área que deve ser um bocado repensada. Isto não implica investimentos absurdos. Simplesmente alteração de alguma legislação que neste momento consideramos um bocadinho absurda. Se calhar nalguns tempos fazia sentido, neste momento não faz.”

Para Pablo Feitas considera que a criação de gado nas Serras do Poiso é “um bom exemplo” do que se deve seguir nas zonas altas do Santo da Serra, no concelho de Santa Cruz, e diz que se não existissem os rebanhos, a floresta não existiria.

“Toda esta paisagem de árvores só é possível porque existe um cuidado com a nossa floresta, existe porque há cuidado na limpeza dos terrenos e existe um fácil combate ao fogo porque nestas zonas, como não existe vegetação, portanto a propagação do fogo, o factor de incidência, é muito baixo”, finalizou.