Revolta nos jornalistas da Madeira

Madeira acusa Direcção nacional de pôr em causa continuidade do Sindicato

10 Nov 2017 / 02:00 H.

    É a revolta dos jornalistas da Madeira contra a forma como a Direcção Nacional do Sindicato trata os associados da Região, o que se concretiza no tratamento que dá aos órgãos regionais eleitos e em exercício.

    A situação não é totalmente nova, mas agravou-se com as actuais direcções. Há um crescente esvaziamento das competências e meios, estatutariamente reservados à Direcção Regional da Madeira, pela homóloga nacional. Está em causa, concretamente, a liderança de processos sindicais e administrativos, que competente à Madeira, por um lado, e, por outro, a não transferência de 99% do valores das quotas pagas pelos sócios da Madeira, nos termos estatutários.

    Sentindo-se estrangulada a vários níveis, a Direcção da Madeira, desencadeou a convocação de uma Assembleia Geral local para ser decidido que caminho tomar. Com a convocatória, seguiu um documento em que a Direcção regional expôs os seus argumentos.

    No dia da reunião magna dos jornalistas madeirenses, a Direcção Nacional fez distribuir um outro documento, contrariando os argumentos regionais e acusando os dirigentes madeirenses de transmitirem “falsidades” e dizendo-se estupefacta com o processo.

    A iniciativa da Direcção Nacional só piorou a situação, ao indignar mais ainda, tanto os membros da Direcção Regional, como os sócios presentes na Assembleia Geral, que começou no dia 2 de Novembro e que neste momento está suspensa, por três semanas.

    A suspensão aconteceu para que os jornalistas madeirenses possam manifestar, em abaixo-assinado, o que sentem e pensam sobre a situação.

    No documento, que já circula nas principais redacções da Madeira – DIÁRIO, RTP/RDP e JM e a que se juntam os demais jornalistas sócios, é manifestado o “profundo descontentamento e até revolta pela forma como a Direcção Nacional do Sindicato dos Jornalistas tem tratado os órgãos regionais da Madeira da mesma instituição”.

    Acrescentam os subscritores do abaixo-assinado que “existe um claro desrespeito (...) que se evidencia na não transferência dos valores devidos (acumulados e correntes), na não informação sobre sócios e pagamento das respectivas quotas, na centralização de questões administrativas de competência regional ou na mais desfavorável interpretação e na ingerência e liderança de processos que, claramente, à luz dos Estatutos, deveriam se dirigidos e decididos pela Madeira”.

    No abaixo-assinado, os jornalistas da Madeira não excluem a possibilidade de recorrer à Justiça para conseguirem a reposição da legalidade na instituição, o que, a não acontecer pode levar ao fim do Sindicato dos Jornalistas na Madeira.

    Mas é, igualmente, feito um apelo ao diálogo e à adopção de medidas concretas, tendo em vista a reposição da normalidade na instituição, o que deve condicionar uma decisão final, a tomar na continuação da Assembleia Geral. j.f.p.