Respeitar a tradição e concretizar desejos

Madeirenses foram almoçar ou simplesmente a banhos. Fogo encanta Turistas

02 Jan 2018 / 02:00 H.

Muitas famílias madeirenses ainda mantêm a tradição de começar o ano com um banho no mar ou almoçar fora. À entrada para o mar ou para o restaurante Prazeres Rurais a colectânea de mensagens habituais logo que se aborda quer seja português, inglês, alemão, francês, finlandês... ou venezuelano. As palavras do costume exprimem desejos, sobretudo que sejam 365 dias de felicidade, 52 semanas de saúde e prosperidade, 12 meses de amor e carinho, e muitas, muitas horas de paz e harmonia. Consoante o estado e ambição, os madeirenses pedem que juntemos aos presságios o trabalho e o dinheiro.

É que algumas famílias passaram dias de agonia à procura de emprego em 2017. Foi o caso dos Ferreiras. Pediram ao Pai Natal, mas, para já, o barbudo não presenteou a família. Sabem que 2018 chegou a toda a velocidade e com ele suspeitam que continuarão os problemas. Que no final do mês haverá dificuldade para pagar a conta da luz, da água, do gás, a prestação da casa e do carro, que está quase pago.

Para este agregado, que aos primeiros minutos da tarde aproveitava para passear na marginal da Calheta, amealhar dinheiro é coisa que dizem não saber fazer. “Há alguns anos”, sublinham. Muito menos quando Carla ficou desempregada. Para compensar a perda de rendimento afirma que faz bolos e vende-os.

Recorda que a noite ‘velha’ foi passada em casa, de olhos postos no ecrã da televisão para assistir à passagem do ano. Não esconde ter pedido um emprego e com ele... os euros, que tanta falta fazem a todos.

Confessa que ainda “agarrei em cinco euros que tinha no bolso das calças e apertei-os na mão direita”, esperançada que eles se multipliquem em 2018.

Sem querer mostrar o rosto, porque “alguns gozam ou até parecem ficar satisfeitos com a desgraça”, acredita que a “onda má vai passar”.

Turistas satisfeitos

Depois de tomar um ‘british breakfast’ – pequeno almoço – e de ter presenciado a um “soberbo fogo-de-artifício”, sem dúvida o “the best” – o melhor – que a família Flower alguma vez assistiu, Kevin expressava um conjunto de sentimentos que vão na direcção de um ano repleto de negócios, ora não fosse empresário. “Nós, os empresários, não desligamos um minuto. Sempre à espreita de conseguir um bom acordo, uma boa venda. Que a empresa cresça, que haja trabalho para os nossos colaboradores”, comunga ao jornal.

De resto, observa que vir para a Região “foi a melhor escolha que fizemos”. Chegou a ponderar viajar para o Rio de Janeiro, mas um amigo sugeriu que viesse à Madeira. “Adoramos”, reforçava o sentimento que invadia o empresário hospedado numa das unidades do Funchal.

Também Gerard Montieu estava plenamente satisfeito com a opção Madeira: “O tempo está magnífico, ao contrário do que faz em Clermont – cidade onde habita – e o fogo foi brutal. 2018? Que traga muitas coisas boas”.

Pelo caminho ainda encontramos Joachim Wolfgang que, ao contrário dos anteriores interlocutores, marca a sua presença na Madeira sempre que o frio sopra em solo germânico. “Adoro as levadas da Madeira, o clima nesta quadra é sempre melhor do que estar na Alemanha, e as pessoas são muito agradáveis. Desejos? Felicidade para todo o mundo”.

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