Rentabilidade em foco na Conferência de Turismo

12 Out 2018 / 08:54 H.

A XII Conferência Anual do Turismo decorrerá hoje, com a presença de cerca de 900 participantes que vão estar presentes no Centro de Congressos da Madeira, sob o lema da ‘Rentabilidade’ no sector.

Como já referimos nas recentes notícias sobre o tema da rentabilidade, a CAT de 2018 vai procurar aprofundar as suas diversas vertentes, “focando a importância que lhe é dada por diversos ‘players’ de referência do sector do Turismo nas suas tomadas de decisão de investimento, financiamento, gestão e estratégia de longo prazo nas diversas áreas de negócios onde competem (hotelaria, aviação, infraestruturas náuticas, restauração, rent-a-car e golfe)”.

No entanto, naquele que é o motor do turismo na Madeira, segundo as Contas da RAM de 2015, a Hotelaria apenas pagou cerca de 4,5 milhões de euros de IRC, o que significa que a rentabilidade das menos de 200 unidades hoteleiras na altura, era irrisória, sobretudo tendo em conta que os proveitos totais nesse ano tinham sido de quase 324 milhões de euros.

Refira-se que em 2015, a Região teve receitas de IRC na ordem dos 163 milhões de euros e em 2016 ascendeu a 170 milhões, mas apesar de ter apresentado resultados recorde, por exemplo no rendimento por quarto disponível que atingiu já em 2017 os 51,18 euros, o sector hoteleiro continua a contribuir pouco nesse capítulo do IRC, que é o imposto pago pelas empresas decorrente das suas contas positivas. Para se ter uma ideia mais abrangente, nos últimos quase 20 anos (de 2000 até Julho de 2018), os proveitos totais de todo o sector hoteleiro ascendeu a mais de 5,1 mil hões de euros.

Na sua proposta ao ORAM 2018, a associação empresarial ACIF dizia: “O Sector da Hotelaria precisa de manter a sua competitividade e defender-se da melhoria das ofertas de destinos concorrentes e, apesar dos bons resultados obtidos recentemente, não podemos deixar de referir que ao longo de vários anos este sector acumulou prejuízos que só agora começam a ser compensados. No entanto, a situação financeira destas empresas ainda obriga a uma gestão cautelosa em termos de grandes investimentos”.

Na conferência onde estarão oradores como António Trindade (CEO do PortoBay), José Theotónio (CEO do Grupo Pestana), Gonçalo Batalha (administrador e partner da ECS Capital), Rui Ferreira (CEO do Lisbon Cruise Terminal), Laura Torres Peñate (directora de Mercados Internacionais da Binter Canárias), Martinho Fortunato (CEO da Marina de Lagos), Chef Rui Paula (Chef e CEO do Grupo Rui Paula), Luís Correia da Silva (CEO do D. Pedro Golf) e Paulo Moura (CEO da Europcar Portugal), será importante, efectivamente, ouvir as preocupações e reflexões que serão apresentadas.

Organizada pela Ordem dos Economistas - Delegação da Madeira, a CAT é o maior evento desta ordem profissional a nível nacional, daí contar com o alto patrocínio da Presidência da República.