Que coisa tão fraquinha!

Lisboa /
13 Ago 2017 / 02:00 H.

Um Marítimo decepcionante sofreu, ontem, o primeiro golo em jogos oficiais na presente temporada e, com ele, a primeira derrota. E bem mereceram os comandados de Daniel Ramos este castigo por tudo aquilo que (não) fizeram ao longo de todo o jogo. E se, para além do mais, este jogo servia de ensaio para o embate europeu desta quinta-feira, muito más foram as notas tiradas desse ensaio.

Foi, de resto, tudo muito fraquinho. Daniel Ramos, muito conservador e demasiado previsível para os adversários, apresentou o mesmo ‘onze’ e a mesma estratégia do jogo frente ao Paços de Ferreira em que, pese embora a vitória, já não tinha estado bem. Ontem foi tudo ainda muito pior. Senão vejamos. A equipa nem sequer foi forte a defender, o meio campo foi engolido pelos homens do Belenenses (Domingo Paciência voltou a apresentar um sistema de três centrais) e foi pouco mais que impotente na tentativa de chegar à baliza contrária. Apenas em lances de bola parada, em que o Marítimo já nem se apresenta tão forte como na época passada, a equipa, ainda assim, chegou com algum perigo à baliza de Muriel, nomeadamente em dois lances em que Pablo foi o interveniente.

Sem deslumbrar, longe disso, o Belenenses era melhor. Mais domínio, mais futebol ofensivo e mais perto da zona de finalização. E foi Charles, por duas vezes, a negar o golo ao Belenenses, primeiro a defender um remate de Chaby e depois a opor-se, muito bem, a um movimento de Diogo Viana sobre Zainadine, negando o golo ao jogador azul.

Se o Marítimo de bola parada não marcou nos lances que criou na primeira parte, foi o Belenenses, logo no recomeço da partida, a chegar ao solitário golo que lhe valeria os três pontos num lance de bola parada. Chaby cobra um livre junto à linha lateral do seu ataque, cruzando a bola para o segundo poste, onde apareceu solto de marcação o central Nuno Tomas a dar o toque final na bola.

A perder, Daniel Ramos reagiu e começou a mexer na equipa e na sua estrutura. Mas sem que dessas mudanças tirasse algo de positivo. A entrada de Piqueti ainda mexeu com a dinâmica da equipa, mas depois Everton e especialmente Jean Cleber nada trouxeram de novo, no risco moderado que o treinador do Marítimo teve nas mudanças, pois manteve sempre uma linha de quatro homens na defesa e três no meio campo.

O Marítimo, até por iniciativa do Belenenses, começou a jogar mais no meio campo azul, teve mais ataques, mas apenas por uma vez poderia ter chegado ao golo, quando Piqueti (71), após assistência de Rodrigo Pinho, isola-se mas depois não teve arte para desfeitear o guarda-redes Muriel, que saiu bem ao seu encontro.

Pior que a derrota foi a exibição, a deixar muita reflexão! Por causa da Liga Europa e do jogo desta quinta-feira? Por causa do calor? Por causa das opções ou da falta delas? É que a derrota, se peca, é por escassa. O futuro o dirá!

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