PSD teme ‘vetos de gaveta’ ao subsídio de viagens

14 Jul 2018 / 02:00 H.

O grupo parlamentar do PSD-Madeira promoveu ontem uma conferência de imprensa para congratular-se pela aprovação da revisão do subsídio de mobilidade dos madeirenses, apontando o dedo ao PS-Madeira que votou contra o projecto emanado da Assembleia Legislativa e para, também, deixar nota da sua preocupação para um eventual protelamento da discussão na especialidade e aprovação final global do diploma.

O líder da bancada parlamentar social-democrata na ALRAM salientou que passados mais de 850 dias depois de Fevereiro de 2016, data da revisão prevista na lei de Julho de 2015, e após mais de 450 dias da proposta do parlamento regional que corrigia o actual modelo de mobilidade, em que os residentes passariam a pagar apenas 86 euros e os estudantes 65 euros, que protege os residentes no Porto Santo com o bilhete único acabando com o custo adicional nas suas viagens ao continente, e inclusão de bagagem de porão no valor único, finalmente o projecto foi aprovado, mas com os votos contra do PS.

“O PS votou contra, mas fez tudo para que ela não pudesse ser discutida e votada ontem e ficou evidente que o PS e o primeiro ministro António Costa não quer, nunca quis, não aceita e nunca aceitou rever o subsídio social de mobilidade”, atirou Jaime Filipe Ramos. “Estou convicto que o PS vai voltar a fazer esta estratégia, para evitar que seja discutido e debatido. O PS não quer resolver este assunto. E isso é que é grave. Se calhar vamos ter aqui ‘vetos de gaveta’ no seio da Assembleia da República, para evitar essa discussão e a votação final global que permita a mudança do regime. Neste momento, se o PS quiser, em poucas semanas, pode ser discutido e votado. Mas garanto-lhe que vai tentar passar para depois das férias parlamentares e, provavelmente, vai tentar adiar para depois do Orçamento de Estado, para que constantemente haja uma estratégia de fugir à mudança do modelo social de mobilidade. Porque o PS não quer, o primeiro-ministro não quer e ontem (quinta-feira) ficou clarinho. E o PS-Madeira também não quer, porque está calado e porque é cúmplice”.

Já sobre a forma de aplicação deste modelo (os madeirenses pagarem apenas o valor do subsídio de mobilidade), Jaime Filipe Ramos diz que o Estado tem mecanismos financeiros para compensar as companhias aéreas na questão da tesouraria.

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