PSD requer audição sobre segurança no Monte

Idalina Perestrelo na lista de entidades a ouvir no parlamento

14 Jun 2018 / 02:00 H.

A vereadora da Câmara Municipal do Funchal, Idalina Perestrelo, a presidente da junta do Monte, Idalina Silva, o responsável pela divisão de jardins e espaços verdes da CMF, Francisco Andrade, o perito indicado pela autarquia, Pedro Ginja, a Diocese do Funchal, o ex-director regional de Florestas, Rocha da Silva, a comissão de festas do Arraial do Monte e o ex-vereador Raimundo Quintal, compõem a lista de pessoas e entidades que o PSD pretende ouvir, no parlamento regional.

Os sociais-democratas entregaram um requerimento para audições, na 5ª Comissão de Saúde e Assuntos Sociais, para ‘Análise e garantia das condições de segurança necessárias para a realização do Arraial da Nossa Senhora do Monte’, no dia 15 de Agosto.

Há um ano, a queda de uma árvore, no Largo da Fonte, provocou a morte de 13 pessoas e 49 feridos.

O PSD lembra que o Arraial de Nossa Senhora do Monte “data dos primórdios do povoamento” da Madeira e é “o mais emblemático” de toda a Região.

Os deputados sociais-democratas lamentam que “até hoje”, pouco se saiba acerca das “anunciadas intervenções junto ao Largo da Fonte” e consideram “fundamental” saber “a quem foram adjudicadas, quais os estudos técnicos que as sustentam e se garantem a segurança do local”.

Esclarecimentos que o PSD considera cruciais para que a Festa de Nossa Senhora do Monte se possa realizar.

Cafôfo nunca foi ao parlamento

“É fundamental que as entidades responsáveis pela gestão e manutenção deste espaço assumam as suas responsabilidades e esclareçam a população através da ALM, não se refugiando e negando a sua presença na casa da democracia, fugindo ao debate e ao esclarecimento dos deputados”, justifica o PSD.

Após a tragédia, o deputado independente, Gil Canha, apresentou um requerimento para que fosse ouvido o presidente da câmara, Paulo Cafôfo, mas o parlamento, por iniciativa do PSD, decidiu que essa audição deveria ocorrer após as eleições autárquicas. O presidente da CMF recusou, sempre, prestar esclarecimentos no parlamento.

Cafôfo, Idalina Perestrelo e Francisco Andrade acabariam por ser constituídos arguidos pelo Ministério Público, num processo relacionado com a tragédia.

Câmara do Funchal acusada de “desmazelo”

“Árvores amarradas com cabos de aço e outras visivelmente doentes, caminhos pedonais obstruídos por troncos, muros de suporte a precisar de intervenção”. Foi este o cenário que os vereadores do PSD encontraram, no Monte, no Largo da Fonte e no Parque Leite Monteiro, dez meses depois da tragédia que fez 13 vítimas mortais e 49 feridos. É este o cenário de “insegurança e desmazelo” denunciado por Rubina Leal.

“O executivo da Câmara fala em projectos de requalificação, fala em avaliações, fala em projectos urbanísticos e paisagísticos e aquilo que vemos é uma intervenção descoordenada, são árvores amarradas com cabos de aço”.

Após a visita ao Monte, Rubina Leal não tem dúvidas de que a insegurança continua a ser o sentimento de quem passa pelo Largo da Fonte.

“As pessoas continuam a sentir-se inseguras. São moradores, são comerciantes, são os carreiros do Monte, são as pessoas que por aqui passam e não sabem o que é que a Câmara anda a fazer”, afirma.

O vereadora do PSD acusa o executivo camarário de se contradizer e de não concretizar aquilo que promete. Rubina Leal recorda que, em 2016, Paulo Cafôfo anunciou que iria investir meio milhão de euros para requalificar o Largo da Fonte, e em 2018 anunciou outros tantos projectos para o Monte.

“Desconhece-se o que está a ser feito no Largo da Fonte, desconhece-se que peritagens foram feitas e qual o resultado das avaliações”, protesta Rubina Leal.

“E não me venham acusar de aproveitamento político. Estou preocupada com o Funchal, com os funchalenses e com a segurança no Monte, ao contrário de outros que não respeitam as instituições, que não assumem as suas responsabilidades na gestão do concelho”, exemplificando com o braço de ferro que a CMF mantém com Junta do Monte sobre a manutenção do percurso entre o Largo da Fonte e a Igreja que sempre foi feita pela câmara.

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