PSD coloca 14 madeirenses no governo sombra nacional

Rui Rio reúne no Funchal a 28 de Julho com membros regionais do Conselho Estratégico Nacional

14 Jul 2018 / 02:00 H.

O PSD-M passa a ter presença substancialmente alargada nas diversas secções que compõem o Conselho Estratégico Nacional (CEN) do partido.

O órgão que tem como prioridade produzir um programa eleitoral de governo, com soluções pensadas para um conjunto de áreas críticas e exigidas pela população portuguesa vai contar com 14 nomes de diversos quadrantes, alguns dos quais sem militância assumida. Francisco Santos, João Machado, Nuno Teixeira, Paulo Silva Lobo, Rubina Leal, Ana Clara Silva, Jorge Vale, Domingos Abreu, Brício Araújo, Manuel Ara de Oliveira, Marco Gonçalves e Pedro Marques, estando ainda em aberto o nome da Educação. Em Maio, o DIÁRIO já havia dado conta que a vice-presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Fernanda Cardoso, integraria a equipa de trabalho da secção temática ‘Reforma do Estado, Autonomias e Descentralização’.

Na altura Miguel Albuquerque entendeu que este era mais um sinal da atenção da actual direcção do partido à realidade regional e à importância da Autonomia, expresso desde a primeira hora com a eleição de João Cunha e Silva para a Comissão Política Nacional.

Agora regista com agrado o aumento da representatividade. “É muito importante termos os nossos na definição das políticas de governo para o País”, refere ao DIÁRIO, salvaguardando que houve o cuidado de não envolver governantes regionais neste processo. Também nota que ao contrário dos socialistas, que importam quadros do governo para garantir o funcionamento dos grupos dos estados gerais na Região, os social-democratas madeirenses conseguem ter intervenção nacional.

Os 14 madeirenses do CEN vão reunir com o líder nacional do partido na tarde de 28 de Julho no Funchal, encontro que está contemplado no programa da visita de Rui Rio à Região, que como já fizemos referência, inclui também duas horas de conversa com todos os membros do Governo Regional na sexta-feira de manhã.

Desde o lançamento do Conselho Estratégico que o líder do PSD garantiu tratar-se de um modelo “completamente diferente, que nunca nenhum partido ensaiou em Portugal, que pretende “envolver o partido e chamar os portugueses à participação político-partidária”. Daí ter deixado o desafio a militantes do partido, ou independentes que pretendam contribuir para o desenvolvimento do País: “Vamos começar a construir propostas no sentido de ajudar Portugal”.

O presidente do PSD nega que o objectivo do CEN seja marcar a chamada agenda política. “A resolução dos problemas do país não passa por marcar a agenda política e por influenciar as notícias. Tenho um padrão de raciocínio muito mais do ponto de vista estrutural do que conjuntural. Se marca a agenda ou não é secundário; estou aqui para resolver os problemas do país”, assegura.

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