PS-M desmascara estratégia
de Célia

Mandatária de Câmara é acusada de hesitações nas últimas autárquicas

14 Jan 2018 / 02:00 H.

As críticas de Célia Pessegueiro à actual direcção dos socialistas madeirenses provocaram reacção contundente, com revelações sobre o último processo eleitoral autárquico, até agora desconhecidas do grande público.

A Comissão Executiva da recandidatura de Carlos Pereira a líder do PS-M considera mesmo ser “preocupante” que a mandatária de Emanuel Câmara argumente não querer prejudicar a imagem do partido quando “nas últimas autárquicas não queria ser cabeça de lista pelo PS-M ao concelho da Ponta de Sol mas sim ser número dois de um movimento de independentes cujo número um seria o actual segundo vereador do PSD naquela autarquia, situação que foi – e bem – travada pela actual direcção do PS-M”.

Célia Pessegueiro assumiu na edição de sexta-feira do DIÁRIO que a acção da actual direcção socialista caracterizou-se nos últimos dois anos pelo “isolamento do partido, onde o debate político interno foi medíocre, para não dizer inexistente”. “Os órgãos regionais do partido de pouco serviram, exceptuando em momentos importantes onde foi necessário travar a imprudência e irresponsabilidade de uma direcção política a quem poucos reconheciam liderança”, sublinhou a também presidente da Câmara da Ponta do Sol.

Agora, a candidatura afecta ao actual presidente socialista passa ao ataque e também entende ser preocupante “ver-se uma mandatária arrazoar falácias tentando inventar argumentos, tais como insulto e difamação que justifiquem a negação em debater, quando nas redes sociais vê-se bastante bem quem insulta quem”. Aliás. julga que nesta campanha para a presidência do PS-Madeira, “o maior e mais grave insulto – se os insultos têm grau – está, precisamente, a ser cometido pela candidatura bicéfala ao recusar debater, entre candidatos, incluindo o anunciado candidato à presidência do Governo Regional, as ideias e propostas para o nosso partido e para a Madeira e Porto Santo, o que constitui uma violação do património ideológico e histórico dos socialistas da Região, incluindo alguns dos apoiantes adversários, que sempre criticaram a recusa de Alberto João Jardim e do PSD em debater opções políticas com os candidatos socialistas”.

Esta situação “ só mostra aos militantes, em particular, e aos madeirenses e porto-santenses, em geral, que do outro lado não há qualquer tido de projecto político, mas sim e tão-somente uma conjura que reúne a mais negativa coligação de interesses oportunistas, que já estiveram, no passado, uns contra os outros, algumas vez vista na História da Autonomia da Madeira e na História do PS-M”, refere a comissão executiva da candidatura Carlos Pereira, que entende estar perante “um protótipo muito mal ensaiado de dependência de um não militante, ainda para mais dependente de Lisboa”.

Assim, face uma candidatura considerada “populista e completamente muda, que recusa dizer e explicar ao que vêm e o que quer” o líder do PS-M garante tudo fazer para evitar que o partido caia nas mãos de “um jardinismo disfarçado de socialismo popular onde o colaboracionismo, a anti-autonomia a anti-meritocracia e o obscurantismo vença os valores que defendemos: a autonomia, o mérito e a transparência”.

A recandidatura de Carlos Pereira assume ter um projecto socialista, com militantes e quadros socialistas, “que quer continuar no bom rumo, de credibilidade e verdade, merecedor da confiança do eleitorado, iniciado em 2015, logo após o maior desaire de sempre da nossa história, enquanto partido, para que, finalmente, possa, haver na Madeira uma alternativa séria ao PSD”. Um projecto que exige palavra de honra. Para as hostes afectas a Carlos Pereira, os presidentes de câmara eleitos pelo PS-M e com o apoio do PS-M deveriam ter como primeira e única preocupação honrar os compromissos assumidos com os eleitores em nome do partido e “cumprir até ao fim os mandatos para os quais foram eleitos”.

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