Promoção tenta contrariar novo revés inglês e alemão

Em Fevereiro, o Aeroporto da Madeira perdeu mais operações do que passageiros

14 Mar 2018 / 02:00 H.

A probabilidade do ano turístico no destino Madeira ficar marcado pela perda de vigor dos mercados tradicionais agudiza-se.

Isto porque em Fevereiro no Aeroporto da Madeira entraram e saíram 41.125 passageiros do Reino Unido, o que representa uma quebra homóloga de 20,6%. Dos voos provenientes e com destino à Alemanha foram movimentados 25.429 passageiros, ou seja, menos 26%. Quebras podem ser suavizadas se atendermos a que alguns turistas usam, a partir de Lisboa ou de outros destinos, voos da TAP e da easyJet para chegar ao destino, aspecto que, contudo, continua a não estar minimamente medido. Aspectos para conferir amanhã quando a Direcção Regional de Estatística publicar os dados preliminares da hotelaria no primeiro mês do ano.

Os dados do tráfego comercial de passageiros compilados pela ANA - Aeroporto de Portugal confirmam a tendência revelada no primeiro mês do ano e acrescentam um outro factor. No mês do Carnaval, em que a tutela anunciou recordes na hotelaria, as ligações aéreas provenientes ou com destino a França movimentaram menos 11,1% de passageiros, quebra que foi de 12% no que concerne à Dinamarca e de 4% em relação à Holanda.

Não fora o acréscimo de 17,5% nas operações com os voos portugueses que garantiram o transporte de 92.675 passageiros, e o rombo no aeroporto da Madeira seria maior. Em termos globais foram registados 204.217 passageiros em Fevereiro, menos 0,8% homólogos. Quanto ao movimento de aeronaves, as 1.542 operações representam um decréscimo homólogo de 8,5%.

Um registo que piora face a Janeiro pois no primeiro mês do ano o movimento no aeroporto da Madeira cresceu 4%, envolvendo 221.535 passageiros. Nesse mesmo mês, fruto da inoperacionalidade pontual do aeroporto, devido às condições atmosféricas adversas, registou-se também um decréscimo de 7,3% para 1.871 movimentos aéreos.

O melindroso assunto esteve sobre a mesa da reunião de ontem do Conselho Consultivo da Associação de Promoção da Madeira e que teve quatro pontos em agenda. Durante quase duas horas e meia, houve análise ponderada e “sem dramas” dos dados de 2017 e dos primeiros indicadores de 2018, bem como as perspectivas para o Verão e eventuais acções extraordinárias em função das perspectivas que se colocarem em cada instante. “Foi uma boa discussão”, assume o presidente do Conselho Consultivo, Paulo Prada, garantindo não ter havido qualquer votação sobre alguma temática específica.

Menos aviões, mais passageiros; mercados com retomas estonteantes, caso da Turquia a crescer 70% e o Egipto 40% e perdas nas Canárias e Baleares a rondar os 10%; necessidade de aplicação inteligente e urgente dos 700 mil euros dados à promoção foram reflexões partilhadas no encontro que segundo Paulo Prada “foi marcado há um mês”, logo, sem a emergência que alguns associados da AP Madeira testemunharam ao DIÁRIO. Uma reunião que ocorre num contexto em que a secretária Regional do Turismo e Cultura, na entrevista de domingo passado a este jornal, deixou claro que coloca como grande prioridade da sua agenda o incremento dos voos para a Madeira.

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