Prestadores de serviços perdem 11 milhões em negócios

Em 2016, o volume de negócios foi de 131,4 milhões de euros, menos 7,7% do que em 2015

05 Dez 2017 / 02:00 H.

Os Serviços Prestados às Empresas (SPE), dados preliminares cuja divulgação foi feita ontem pela Direcção Regional de Estatística da Madeira (DREM), ascenderam a 131,4 milhões de euros no ano passado, cálculos alcançados através de inquérito anual.

Os SPE com sede na Madeira são compostos pelas actividades ‘Informáticas’, ‘Jurídicas’, ‘Contabilidade, auditoria e consultoria’, ‘Arquitectura e engenharia’, ‘Ensaios e análises técnicas’, ‘Publicidade’, ‘Estudos de mercado e sondagens de opinião’ e ‘Actividades de emprego’.

Assim, dado o volume de negócios referido, representa menos 10,9 milhões de euros do que no ano anterior (-7,7%), sendo que o montante oriundo das actividades de arquitectura, engenharia e técnicas afins rondou os 12,4 milhões de euros, tendo decrescido 8,7% face a 2015. Por sua vez, as actividades jurídicas geraram 11,9 milhões de euros, valor semelhante ao de 2015.

No que toca à força laboral, as actividades de SPE empregavam na Região Autónoma um total de 3.637 pessoas, mais 147 do que em 2015 (+4,2%), dos quais 40,6% era a proporção de emprego feminino (+0,1 pontos percentuais do que no ano anterior).

“De referir ainda que o volume de negócios por pessoa empregada nestas empresas diminuiu de 40,8 milhares de euros em 2015 para 36,1 milhares de euros em 2016 (-11,4%), sendo que a evolução dos gastos com o pessoal por pessoa empregada evidenciou tendência idêntica, decrescendo de 13,1 mil euros em 2015 para 12,9 mil euros em 2016 (-1,5%)”, conclui a DREM esta breve a análise.

Tendo por base os dados deste subsector, que remontam a 2008, nota para estes factos: nestes oito anos, o volume de negócios dos SPE ascendeu a 1.266.635 euros (1,26 mil milhões), com uma média de 140,7 milhões de euros/ano; pior do que os valores de 2016, só nos piores anos da recente crise (128,7 milhões em 2012 e 120,7 milhões em 2013); em 2008 o sector tinha 4.386 pessoas ao serviço, em 2014 perdera quase mil trabalhadores (3.399) e em 2016 recuperou quase 240 efectivos (3.637), dos quais 2.161 homens e 1.476 mulheres; em 2008 o volume de negócios por pessoa empregada ascendia a 38,9 mil euros, caiu para 34,6 mil euros em 2012, subiu nos dois anos seguintes até aos 40,8 mil euros (valor mais alto no período de nove anos), para voltar a descer em 2016 para 36,1 mil euros; o custo com pessoal atingiu em 2011 os 15,4 mil euros, depois de ter subido dos 11,9 mil euros em 2008 e, desde então, recuou para os actuais 12,9 mil euros por pessoa empregada.