Preso em Jersey por aliciar adolescente para sexo

Jersey /
27 Jan 2018 / 02:00 H.

Um emigrante madeirense de 27 anos foi condenado anteontem por um tribunal de Jersey a seis meses de cadeia por tentar aliciar um suposto menor de 14 anos para práticas sexuais.

João Gomes, que é natural do concelho de Câmara de Lobos mas trabalha há sete anos num hotel e num restaurante daquela ilha do Canal da Mancha, caiu numa cilada montada por Cheyenne O’Connor, uma ‘caçadora’ de predadores sexuais que, através do site de encontros gay Grindr e do serviço de mensagens WhatsApp, se fez passar por adolescente. O caso ocorreu no final de Novembro passado. Cheyenne O’Connor fez-se passar por ‘John’ e iniciou uma conversa online, de teor homossexual, com João Gomes. Este último sugeriu um encontro com a promessa de práticas sexuais e, mesmo depois do primeiro salientar que tinha apenas 14 anos, convidou-o para dormir no seu apartamento.

Segundo relatou o jornal Jersey Evening Post, o madeirense compareceu num encontro às 23h00 de 30 de Novembro num café da capital da ilha inglesa mas fugiu quando, no local, se deparou com Cheyenne O’Connor, que o fotografou. Cheyenne O’Connor, que já desmascarou outros predadores sexuais pelo mesmo método, entregou o caso de João Gomes às autoridades policiais. O julgamento terminou quinta-feira passada, com a juíza Bridget Shaw a condenar o emigrante a seis meses de prisão e a determinar a inscrição do seu nome no registo de agressores sexuais pelo período de cinco anos. A pena foi ligeira porque o arguido declarou-se culpado da acusação de tentar um encontro com um adolescente com intenções sexuais e mostrou-se arrependido de tal acto. Em sua defesa, o advogado sublinhou que não há registo de outras acusações semelhantes contra o jovem madeirense e destacou o seu perfil de cidadão válido, já que chegou à ilha com 20 anos e trabalha arduamente em dois empregos em ‘part-time’.

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