Portugueses “voltaram a acreditar”

“O país não tem licenciados a mais, o que o país tem ainda é empregos a menos para os licenciados”, disse António Costa, feliz com aumento do número de alunos no ensino superior

11 Set 2017 / 02:00 H.

O secretário-geral do PS considerou ontem que o aumento do número de alunos colocados no ensino superior mostra que os portugueses “voltaram a acreditar” que o país vai continuar a crescer e a criar empregos com qualidade.

“Tivemos uma das notícias mais importantes do resultado desta governação” com o anúncio de que, este ano, “como já não acontecia há muitos anos, aumentou o número de alunos a frequentarem o ensino superior”, disse António Costa. Esta notícia significa que os portugueses “deixaram de dar ouvidos àqueles que diziam que tínhamos licenciados a mais e que não era importante continuar a estudar”, sublinhou.

Para António Costa, “o país não tem licenciados a mais, o que o país tem ainda é empregos a menos para os licenciados de que necessita, mas as pessoas estarem a voltar a querer prosseguir os estudos significa que voltaram a acreditar que, no futuro, este país vai continuar a criar empregos de mais qualidade e a valorizar aqueles que puderam estudar e, assim, obter novas competências, novos saberes, novas aptidões que vão ajudar a desenvolver o país”.

O presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, António Cunha, mostrou-se também satisfeito com o aumento das colocações, destacando a subida também das notas mínimas de entrada nos cursos. Para o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos foi um “óptimo resultado” o aumento de 8,4 por cento do número de estudantes colocados no ensino politécnico.

O ministro da Defesa assegurou que o estado das principais instalações militares é “razoável” e que não existem “situações de fragilidade semelhantes” às de Tancos, mas admite casos em que se justificou reforçar a segurança, disse em entrevista ao Diário de Notícias e à TSF, ontem divulgada.

Sobre o furto do material em Tancos, Azeredo Lopes mantém “plenamente” a confiança nas chefias militares, o ministro da Defesa e lembrou que o furto está ainda a ser investigado pela PJ e Exército.

“No limite”, acrescentou, “pode não ter havido furto nenhum”, porque “não existe prova visual, nem testemunhal, nem confissão”. “Por absurdo podemos admitir que o material já não existisse e que tivesse sido anunciado... e isso não pode acontecer”, disse.

O PSD e CDS-PP já vieram pedir a presença do ministro no Parlamento para esclarecimentos.

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